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Motoboys são os líderes em acidentes de trânsito

Trafegar pelos corredores formados entre os carros nos engarrafamentos é uma das principais causas de acidentes

Por bferreira

Os motoboys, motofretistas e mototaxistas, que somam mais de 1,2 milhão trafegando nas grandes capitais brasileiras, são os que lideram as estatísticas de acidentes de trânsito no país. Trafegar pelos corredores formados entre os carros nos engarrafamentos é uma das principais causas de acidentes.

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Alfredo Barbosa de Lima, diretor do Sindicato dos Empregados Motociclistas do Rio de Janeiro, avalia que a desatenção dos motoboys aos itens de segurança, o desrespeito a eles por parte de motoristas dos demais veículos e o descaso das empresas que os pressionam para não atrasarem as entregas, são os principais fatores que levam ao alto índice de mortes e acidentes na categoria.

"Muitos não dão a menor importância a itens como antena (para cortar linha de pipa), mata-cachorro (protetor para as pernas) e capacetes e coletes reflexivos. Em contrapartida, as empresas não investem em cursos de direção defensiva", diz o diretor, que elaborou uma cartilha de educação no trânsito, gratuita, para motociclistas (www.manualdomotociclista.com.br).

DICAS DO MANUAL DO MOTOCICLISTA

Use capacete com viseira ou óculos de proteção, adesivos retrorrefletivos na parte frontal, lateral e traseira, selo holográfico do Inmetro e sempre afivelado.

Trafegue sempre com proteção para motor e pernas e aparador de linha.

Não saia sem colete com faixas refletivas.

Tanto na moto quanto na caixa (baú) são necessárias faixas refletivas e identificação.

Não use celular ou rádio enquanto pilota.

Jamais trafegue entre os corredores formados nos congestionamentos.

Transite sempre de farol acesso, inclusive durante o dia.

Respeite os limites de velocidade.

Mauro Tavares - analista de sistemas: 'Hoje sei o que os meus pais passaram'

“Em 1982, no Alto da Boavista, um carro saiu da faixa dele e entrou na minha. Colidimos e fui arremessado ao chão.Tivefraturas expostas na fíbola. Passei por três cirurgias, contraí umainfecção hospitalar, levei um ano e meio para me recuperar, não conseguia pegar meus filhos no colo e fiquei com uma perna menor e mais fraca do que a outra. Por sorte eu usava capacete, que ficou totalmente danificado. Meus pais foram fundamentais naminha recuperação e vi o quanto eles sofreram”.

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