Por thiago.antunes

Rio - Presente nas comunidades com projetos como a Indústria do Conhecimento, biblioteca que oferece acesso a computadores, a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) não se deixa iludir: ainda há muito a fazer.

'A população quer solução'%2C diz presidente da FirjanPaulo Alvadia / Agência O Dia

“A questão do saneamento nas favelas é uma vergonha”, bate o presidente Eduardo Eugênio Gouveia Vieira. “Ao lado do ambulatório que montamos no Pavão, por exemplo, há uma cascata de esgoto”. Gouveia Vieira não se conforma com o impasse entre Cedae (Estado) e prefeitura sobre de quem é a responsabilidade.

“O Vagner Victer (presidente da Cedae) prometeu, há um ano e meio, resolver isso”, emenda. “A população não está preocupada em saber se é de um ou de outro: quer é solução.” Gouveia Vieira cutuca a morosidade burocrática da máquina estatal ao lembrar que, na Firjan, as suas equipes precisam mostrar resultados — tanto que, em pouco mais de dois anos de vida, o Sesi/Cidadania já tem 500 mil atendimentos.

Firjan diz que pacificação veio pra ficar

Para Gouveia Vieira, o processo de pacificação não acabará em 2016, como tem se falado em comunidades e no ‘asfalto’. “Se acontecer, serei um dos cinco milhões que irão às ruas”, diz. “Nenhum político será louco de propor isso.” Para ele, a ação social do Sesi, que paga professores e lanches às crianças, é de mão dupla: resgatar a cidadania e formar mão de obra. “Já temos ganhos de produtividade nas indústrias.”

'Político gosta de obra curta. Isso é ruim'

Gouveia Vieira critica o gosto dos políticos por obras curtas. “A saúde, que tem um custo imenso, se resolveria com obras de saneamento”, prega. “Mas políticos preferem obras curtas.” Aos críticos das UPPs, um recado. “Não se resolve um passivo social de décadas em anos. O processo de retomada do Rio passa pela pacificação. A cidade mudou. Basta andar pelas ruas”.

X-Tralha no Sesi

A manifestação de quinta-feira adiou para ontem o X-Tralha, feira de artes de material reciclado no Teatro Sesi, Centro, com artistas dos Prazeres, Júlio Otoni, Vigário Geral, Pedra de Guaratiba e Santa Cruz.

Comunidade de lixo

O destaque da exposição é uma favela refeita de lixo, criação coletiva dos artistas convidados: Anfibia, Antônio Leit, Mulheres de Santa, Bruno Kros, Vítor VGS, Galera.Com e Luiz Fernando Cândido.

Jocum relembra o passado de olho no futuro

O projeto ‘Pé no Morro’no Borel, apresenta hoje um programa da auditório, com a história de vida de pessoas importantes da favela. Uma dos homenageados será Dona Dalva, do ‘Posso me Identificar’, que relembra as vítimas da chacina de 2003. “Na terça teremos o Borel Fashion Night, com desfile das guerreiras da comunidade”, diz Jovino Neto, coordenador da Jocum.

Orquestra da Grota

Atendendo 500 crianças e com 18 anos de vida, a Orquesta de Cordas da Grota, em Niterói, aposta nos gêmeos Walter e Wagner Caldas para sair da crise. A dupla ganhou bolsa e se mudou para os EUA em 2007. De volta ao Brasil, vão correr as escolas públicas e retribuir a ajuda que tiveram para mudar de vida.

Museu Sankofa

Valorizar a comunidade e contar, através do perfil dos moradores, a história da Rocinha. Assim funciona a parceria entre o Museu Sankofa (https://www.facebook.com/SankofaRocinha) e alunos do 3º ano de Design da PUC. As histórias de Sthefanie Costa, Eronides Santana e Maria do Carmo estão lá. Confira!

Cidade de Deus

As orquestras da Escola de Música e Cidadania se apresentam na Cidade de Deus (hoje, 15h), Vargem Pequena (amanhã, 10h) e Vargem Grande (amanhã, 15h).

Mangueira

Tia Nilda, da ala das baianas da Mocidade Independente, grava depoimento hoje, às 10h, no Centro Cultural Cartola.

Belford Roxo

Quarta, a Cia Híbrida de Dança faz oficinas e se apresenta para os jovens do CAI de Belford Roxo, do Degase .

Manguinhos

A Casa do Trabalhador abre na quarta-feira, com qualificação e orientação jurídica.

O ESCRITOR pernambucano Marcelino Freire é o destaque da Flupp Pensa deste sábado, no Vidigal, às 17h, na escola Almte Tamandaré.

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