Por tamyres.matos

Rio - Se você gosta de bicicleta e tem disposição para uma longa pedalada, vale a pena seguir a trilha dos marcos históricos da antiga Estrada Real de Santa Cruz, que ligava dois palácios imperiais nos extremos da cidade do Rio de Janeiro, o de São Cristóvão, onde hoje é a Quinta da Boa Vista, e o de Santa Cruz, cuja sede abriga o Batalhão de Engenharia Villagran Cabrita.

Os marcos, que são tombados pelo Iphan e considerados patrimônio histórico e cultural da cidade, serviam como referências da distância percorrida, em léguas, dos viajantes, entre eles muita gente importante, como os imperadores D. Pedro I e D. Pedro II, que passavam longas temporadas em Santa Cruz. Os marcos são de cantaria, com uma base quadrada e o topo em forma de pirâmide.

Eram 12 marcos, mas sobraram poucos, apenas os de números 6, 7, 9, 10 e 11. O passeio começa, então, pelo marco 6, na Avenida Santa Cruz, em Senador Camará, segue pelo Marco 7, em Santíssimo, na mesma avenida, e os marcos 9 e 11, na avenida Cesário de Melo, todos do lado direito de quem vai para Santa Cruz.

O passeio termina no Marco 11, na rua Felipe Cardoso, em Santa Cruz, que foi restaurado e está protegido por uma estrutura. Vale ressaltar que quase todo o passeio pode ser feito por ciclovias, embora sejam um pouco estreitas, quase todas em calçadas e muitas vezes os ciclistas terão que desviar de carros e placas de lojas exatamente no meio da ciclovia.

Este passeio, cansativo para quem não estiver em forma, se conecta com uma visita à casa de Júlio Cesário de Melo, que foi reformada e abriga diversos objetos pessoais do médico e senador que teve grande destaque no bairro de Santa Cruz nas primeiras décadas do século XX.

A casa, uma bela construção de 1917, esteve abandonada por décadas e foi reformada em 2009 pela Associação SerCidadão, uma organização sem fins lucrativos. Foi lá que o senador, que deu o nome à avenida que liga Campo Grande a Santa Cruz, morou até morrer, em 1952. Fica na praça Dom Romualdo, perto da rua Felipe Cardoso.

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