Pedro Landim: Gastronomia

Mundo da cerveja com variedade

Por nicolas.satriano

Os amantes da boa cerveja, aquela que a gente bebe prestando atenção no gosto, costumam dizer que o caminho não tem volta. Porque o salto de qualidade é grande e elas estão por toda parte, frutos de um momento onde comer e beber bem está na ordem do dia — e o mundo está ao alcance de todos nas prateleiras. Uns a chamam de ‘artesanal’, outros de ‘especial’, não importa. O fato é que a produção é menor, os ingredientes superiores e a filosofia de fabricação distinta daquela das grandes marcas de consumo de massa e marketing agressivo, geralmente anunciadas com glúteos femininos de biquíni.

Como acontece hoje em todo o Brasil, Nova Iguaçu vem embarcando na onda das cervejas de qualidade, cujo preço maior é compensado porque se bebe menos, e mais devagar. O bom bebedor contemporâneo deixa as ‘Brahmas’ da vida para a praia e o churrasco, e investe em qualidade entre poucos e bons amigos, relaxando em casa ou nos encontros românticos.

No Zapp tem a cerveja Eisenbahn Natural com 4%2C8% de álcoolDivulgação

No Zapp (98004-0028), que pratica a irresistível combinação de cerveja e rock, vale provar a refrescante Eisenbahn Natural (R$ 16, 330ml), uma pilsen orgânica feita pela cervejaria catarinense, com 4,8% de álcool e ingredientes certificados, cultivados sem agrotóxicos.

Na Deli da Juju (2698-2393), que reúne cerca de 80 rótulos da bebida, há exemplos como a nacional Therezópois Jade (R$ 12,90, 600ml), que milita no estilo IPA, carregada no lúpulo (elemento que confere aromas perfumados e amargor à cerveja) e com 6,5% de álcool, produzida na cidade serrana do Rio. Ou a paulista Colorado Appia, de Ribeirão Preto (R$ 19,90, 600 ml), uma weiss (estilo que utiliza malte de trigo além da cevada) com mel na fórmula, refrescante e aromática, com 5,5% de teor alcoólico.

E o Vikings (2669-0007), de cardápio flertando com sabores insternacionais, tem na carta a premiada norte-americana Brooklyn Lager (R$ 20), uma cerveja no estilo vienna lager de coloração acobreada, 5,2% de teor, doçura marcante do malte e o amargor aromático da lupulagem em feliz equilíbrio.

Para se ter uma ideia da diferença entre as cervejas comuns e as especiais, basta dizer que o malte de cevada, principal ingrediente da bebida, é secundário nas ‘Antarcticas’ da vida, feitas com cerca de 40% de adjuntos como milho e outros cereais não maltados. Também não passam pelo período de maturação necessária para o desenvolvimento dos sabores. Perde-se em paladar, nutrientes e capacidade de conservação. E a dor de cabeça, acredite, é maior no dia seguinte.

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