Entidades filantrópicas recebem doação de pescado

Aproximadamente 500 quilos foram destinados a instituições de Niterói e Maricá. Peixes serão doados, quinzenalmente, beneficiando 442 crianças

Por nara.boechat

Rio - Cerca de 500 quilos de pescado foram destinados a quatro entidades filantrópicas de Niterói e Maricá este mês. Até o fim do ano, 16 pescadores artesanais que fazem parte da Associação Livre de Aquicultura e Pesca de Itaipuaçu (Alapi) e 442 crianças pertencentes a instituições de caridade receberão as doações quinzenais.

A iniciativa faz parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal, para fortalecimento da pesca e da agricultura familiar no país, a fim de promover a compra direta dos alimentos que serão repassados a entidades socioassistenciais. A entrega foi feita pela Secretaria de Desenvolvimento Regional, por intermédio da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), dia 20/9.

“Os pescadores vinculados ao programa nacional não ficam reféns de atravessadores. O que eles pescarem, dentro de uma cota estabelecida, tem a garantia de compra do governo. Ao mesmo tempo, garantimos que as entidades filantrópicas tenham acesso a alimentos saudáveis. A condição para que os produtores possam se cadastrar é que eles tenham a Declaração de Aptidão Pronaf (DAP)”, explicou o secretário de Desenvolvimento Regional, Felipe Peixoto.

A produção de pescado que foi doado inclui pescadinha%2C corvina e sardinha%2C entre outros peixesNatasha Montier / Divulgação

A Fiperj é a responsável pela Emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento que identifica os pescadores artesanais e aquicultores familiares e/ou suas formas associativas organizadas em pessoas jurídicas, aptas a realizarem operações de crédito rural sob o amparo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Além do acesso ao crédito, a DAP também é obrigatória em outros programas e ações federais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), através do qual o agricultor vende sua produção para o governo e ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

“Hoje, o grande problema do pescador é o atravessador, porque o peixe chega por um valor no porto e vai para o mercado consumidor por um valor quase três vezes maior. Este programa é muito importante porque nos dá a oportunidade de termos o preço final do Ceasa e, o melhor, as entidades ainda podem receber um produto de qualidade”, comemorou Paulo Cardoso, presidente da Associação Livre de Aquicultura e Pesca de Itaipuaçu.

Jorgeane Lopes Souza, diretora da Associação Filantrópica Kairós de Assistência Social, que atende a 87 crianças de 2 a 5 anos, pretende repassar parte da doação para as famílias dos jovens atendidos: “É uma ajuda valiosa. Vai enriquecer a alimentação destes garotos e garotas não só aqui na creche, mas na casa deles também.”

A Fiperj vai ministrar cursos de capacitação para merendeiras e nutricionistas das instituições filantrópicas participantes.

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