Joias do Rio: Patrimônio imperial

Quem não conhece Porto Real, sede da Peugeot-Citroen, pode imaginar uma profusão de construções com pouca personalidade e muito concreto e vidro

Por thiago.antunes

Rio - Quem não conhece Porto Real, sede da Peugeot-Citroen, pode imaginar uma profusão de construções com pouca personalidade e muito concreto e vidro pelos disciplinados quarteirões. De fato, a chegada de indústrias fortes no Pólo Metal-Mecânico mudou o perfil social e jogou o índice de crescimento econômico desta pequena cidade do Sul Fluminense para incríveis 1.300% em cinco anos.

Mas, em vez de uma cidadela industrial sem graça, gratas surpresas históricas recebem o visitante. A história de Porto Real começou muito tempo antes. O nome vem do costume da Família Imperial de ali encerrar os veraneios iniciados em Petrópolis. A nobreza ia de trem até Floriano (hoje Barra Mansa) e navegava pelo Rio Paraíba do Sul até desembarcar no local e seguir de carruagem rumo à mansão do Conde Wilson. Mais tarde, em 1875, imigrantes convidados por Dom Pedro II implantaram em Porto Real uma das primeiras colônias italianas no Brasil.

A fábrica começou a operar em 1945. Hoje conta com dois mil colaboradores e produz para 140 cidadesAziz Filho / Agência O Dia

É desta época a grandiosa fábrica da Coca-Cola, na Avenida Dom Pedro II. Em 1879, o prédio em estilo francês abrigou a primeira indústria. Foi Paille Finnie e Cia, Engenho Central de Porto Real, Cia Agrícola União e Açucareira Porto Real e, desde 1949, Companhia Fluminense de Refrigerantes (Ciaflu).
Em 2013, a mexicana Coca-Cola Femsa incorporou a Ciaflu ao seu portfólio. Atualmente, a unidade fabrica produtos distribuídos em 140 cidades do sul do Rio, Minas Gerais e São Paulo. Também atende 15 mil pontos de venda e 4,5 milhões de consumidores. Para isso, a fábrica conta com 2 mil colaboradores.

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