Por thiago.antunes
Rio - Moradores dos bairros de Santa Rita, Figueira e Vila de Cava, em Nova Iguaçu, estão sofrendo com as obras do Arco Metropolitano. Aproximadamente 20 ruas estão destruídas, o que atrapalha a locomoção dos pedestres e impede a circulação de carros. Nesta segunda-feira, vereadores tentaram sabatinar os diretores das empreiteiras Carioca e Queiroz Galvão, responsáveis pela obra, para exigir do consórcio responsável pelo trecho do Arco no município a reparação dos danos causados à comunidade.
A audiência pública reuniu secretários municipais e moradores da região atingida. Os diretores do consórcio não compareceram. O aposentado Antônio Rodrigues Filho, de 68 anos, reclama do descaso no bairro Vila de Cava. “A gente já não sabe mais a quem apelar. Não se pode chegar em casa de carro, o caminhão de entrega não entra, a ambulância do Samu não passa. Estamos com medo, já que se aproxima a época de chuvas de verão”, disse.
Em rua de Vila de Cava%2C moradores não conseguem entrar ou sair de casa sem transpor montanha de barroDivulgação

De acordo com o o vereador José Carlos Fonseca, o Cacau, autor do requerimento de convocação das empreiteiras, o maior problema atinge cerca de 30 famílias moradoras das ruas Bom Jardim, Friburgo, Portugal e Arruda Negreiros, que margeiam a via expressa do Arco Metropolitano, em Vila de Cava. Segundo ele, os habitantes estão praticamente ilhados, com crateras e montanhas de barro na frente de suas casas.

Cacau também afirmou que as obras do Arco Metropolitano, inauguradas no dia 1º de julho pela presidente Dilma Roussef, deixaram diversos locais públicos cobertos de lama e poeira. “As empreiteiras deveriam assumir um termo de conduta, sob pena de serem responsabilizadas por qualquer desgraça que aconteça aos moradores”, destacou.

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Ainda de acordo com o vereador, o asfalto foi danificado em vários trechos, que não receberam o recapeamento. “Redes de água potável, de água pluvial e de esgoto também foram atingidas, sofreram assoreamento e ninguém voltou para consertar o prejuízo”, completou.
“Não tem mais conversa. Vamos exigir a reparação dos danos, por bem ou por mal. Só nos resta agora produzir um relatório com uma representação contra o consórcio junto ao Ministério Público Estadual e Federal”, frisou. Procurada, a Queiroz Galvão informou, por meio de sua assessoria, que a Carioca é a empresa que lidera o consórcio e, portanto, responde pelas obras. Já a Carioca não respondeu até o fechamento desta matéria.
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