Ricardo PiquetDivulgação

Museu é lugar de memória, de partilha e de troca. É onde histórias ganham voz, onde o passado encontra o presente e onde o conhecimento se transforma em experiência viva. Assim tem sido o papel do Museu Ciência e Vida, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ao longo dos 15 anos que celebra em julho. O espaço, mantido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, é um importante centro de difusão científica e cultural, gerido pela Fundação Cecierj, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.
O edifício que hoje abriga o museu tem uma história simbólica: anteriormente funcionava como fórum, vizinho à delegacia local. Com o crescimento da cidade e a construção de um novo fórum, o antigo prédio foi transformado em um lugar de conhecimento e inspiração — um museu voltado para a ciência e a cultura.
Em 15 anos, o Museu Ciência e Vida recebeu mais de um milhão de visitantes. Embora a maioria venha de Duque de Caxias, já acolheu turistas estrangeiros. O público é majoritariamente espontâneo — pessoas que chegam por vontade própria, movidas pela curiosidade. São comuns os grupos de mulheres com filhos e amigos, além de estudantes acompanhados por professores. O espaço também recebe visitas agendadas de ONGs, projetos sociais, igrejas e outras instituições. Com quase cinco mil metros quadrados e entrada gratuita, o museu acolhe a todos.
A programação é diversificada e atrativa. Além das exposições de longa duração, distribuídas por três andares, os visitantes podem embarcar em uma emocionante viagem espacial nas sessões do planetário. O museu também oferece oficinas temáticas, palestras, contação de histórias e uma sala maker equipada, voltada para atividades com professores e o público em geral.
Uma das iniciativas de destaque é o projeto De Frente com Cientista, que promove encontros presenciais e on-line entre pesquisadores e estudantes. A proposta é desmistificar a figura do cientista, mostrando como é sua atuação em diferentes áreas. O projeto já recebeu nomes de peso, como o francês Serge Haroche, ganhador do Prêmio Nobel de Física de 2012, e o alemão Kurt Wüthrich, laureado com o Nobel de Química em 2002.
O museu também desenvolve ações em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro para incentivar a participação de meninas e mulheres na ciência. Essa iniciativa reúne escolas da região e busca ampliar a representatividade feminina no meio científico. Como espaço de formação e leitura, o Museu Ciência e Vida realiza ainda a Semana do Livro, com atividades voltadas especialmente para as crianças, inclusive durante o período de férias escolares.
Comprometido com a inclusão, o Museu Ciência e Vida vem investindo continuamente em acessibilidade, garantindo que pessoas com deficiência também possam usufruir plenamente de sua estrutura e atividades. Rampas, recursos visuais, ações educativas adaptadas e mediação inclusiva fazem parte desse esforço constante por um espaço verdadeiramente democrático.
Mais do que um centro de exposições, o Museu Ciência e Vida é um lugar de encontro, de escuta e de descoberta. É um território onde a ciência se faz próxima, acessível e viva — dialogando com o cotidiano das pessoas e ampliando horizontes, especialmente na Baixada Fluminense.
Esse trabalho é realizado por uma equipe dedicada e competente, capitaneada pela servidora Mônica Dahmouche, responsável pelo espaço e que desenvolve diversos projetos, e pelo apoio irrestrito do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Anderson Moraes, que vem atuando pelo desenvolvimento do nosso estado nas áreas da educação e da divulgação científica.

Ao completar 15 anos, o museu reafirma sua missão pública: ser ponte entre o saber e a comunidade, despertando vocações, inspirando futuros e mostrando que a ciência pertence a todos. Porque transformar realidades também é uma forma de fazer ciência. E por aqui, ela continua pulsando — com portas abertas, entrada gratuita e um céu inteiro para explorar.
Ricardo Piquet é presidente da Fundação Cecierj