Uruan Andrade é secretário de Estado de Infraestrutura e Obras PúblicasRogério Santana/ Divulgação
Petrópolis, por exemplo, que sofreu duramente com as chuvas de 2022, já colhe os frutos das intervenções realizadas. A reforma do Túnel Extravasor, abandonado desde 1960, é um marco. Com reforços estruturais e novas comportas, a galeria subterrânea voltou a cumprir seu papel, protegendo o Centro histórico da cidade imperial das inundações que antes pareciam inevitáveis. Nova Friburgo também viu sua realidade mudar. A macrodrenagem no Centro ampliou a capacidade de escoamento das águas pluviais, encerrando um ciclo de enchentes históricas. E não para por aí: obras de contenção de encostas, como as realizadas em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, devolveram a paz a moradores que viviam sob constante ameaça de deslizamentos. A estrutura de mais de 20 metros de altura, aguardada há duas décadas, é mais do que concreto — é dignidade.
No Norte do estado, a requalificação da Ponte de Ferro de Cardoso Moreira transformou um antigo símbolo em um acesso rodoviário vital durante as cheias do Rio Muriaé. É mais uma prova de que infraestrutura bem planejada tem impacto direto na vida do cidadão. Essas ações, integradas ao Programa Governo Presente nas Cidades, mostram que quando há parceria entre Estado e municípios, os resultados aparecem. A redução de enchentes e transbordamentos não é apenas uma conquista técnica — é um avanço social. Sendo assim, é preciso reconhecer: investir em infraestrutura é investir em futuro. É garantir que o próximo verão não seja sinônimo de tragédia. Que o exemplo do Rio de Janeiro inspire outros estados a colocar a vida das pessoas no centro das decisões públicas.



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