Oi, gente! O ano novo sempre traz aquele sentimento potente de recomeço, não é? É quase um ritual: a gente faz aquela lista de resoluções, promete que vai cuidar mais da saúde, começar uma dieta, ler mais livros ou finalmente tirar aquele sonho antigo da gaveta. É o momento simbólico de renovar o que queremos para a nossa vida, de jogar o foco do pessoal para o profissional, de replanejar rotas e avaliar o que funcionou ou não no ciclo que se fechou.
Mas vocês já pararam para pensar que, na gestão pública, esse compromisso deve ser ainda mais rigoroso? Se na vida pessoal a gente pode se permitir errar e recalcular, na política, o planejamento de políticas públicas precisa ser a base inegociável de tudo.
Digo isso com muita responsabilidade porque 2026 não será um ano qualquer. Teremos um calendário extremamente apertado e atípico, marcado pela Copa do Mundo, muitos feriados e, claro, as eleições. Será um ano corrido, intenso, que exigirá de nós, cidadãos e gestores, atenção redobrada. O ano eleitoral é, por excelência, o tempo de refletir sobre as nossas prioridades e avaliar se as nossas últimas escolhas nas urnas realmente deram certo. É hora de passar a limpo quem cumpriu o que prometeu e quem ficou apenas no discurso.
Eu sempre tive verdadeira antipatia por aquela figura do político que promete mundos e fundos na campanha e não entrega nem o básico no mandato. Na minha vida pública, sempre adotei uma postura muito clara e, às vezes, até austera: fazer poucas promessas, mas ter a certeza absoluta de que poderia cumprir todas e, quando possível, surpreender o povo entregando mais do que prometi.
Quando fui prefeita de Saquarema, o desafio que enfrentei foi justamente transformar a administração em algo que funcionasse para as pessoas, superando a descrença na política. Para vencer isso, apostamos na execução real e entregamos uma cidade muito melhor do que a que recebemos. Sempre acreditei que honrar a palavra é o maior patrimônio de um gestor.
Essa lógica de "prometer com responsabilidade e entregar com eficiência" é urgente, especialmente quando ampliamos o olhar para o cenário global. Em 2026, estamos entrando na reta final: faltam poucos anos para o cumprimento da Agenda 2030. Isso é muito sério.
Esse marco global nos lembra do nosso compromisso com o cumprimento de metas, sobretudo no campo da sustentabilidade e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Não adianta assinar tratados internacionais se a prefeitura não consegue fazer o básico em temas como preservação ambiental, por exemplo. Em Saquarema buscamos fazer a nossa parte com o "Viveiro da Vida" e o plantio de quase 3.000 mudas em áreas de preservação, mostrando que gestão local e responsabilidade global andam juntas.
O ano novo é, sim, uma nova chance. Mas que em 2026 essa renovação venha acompanhada de muita consciência. Que a gente saiba cobrar de quem nos representa a mesma seriedade que temos com os nossos projetos pessoais. Afinal, governar bem não é sobre criar ilusões, é sobre a arte de honrar a palavra dada e transformar a vida das pessoas para melhor.
E você, qual projeto quer ver sair do papel e se tornar realidade na sua vida e na sua cidade neste ano? Se tiver uma ideia bacana, entre em contato comigo pelas redes sociais que estão no meu blog (https://manoelaperes.com.br). Vou adorar conhecer de perto os seus sonhos para um futuro melhor. Beijo e até a próxima coluna!
Manoela Peres é secretária de Governança e Sustentabilidade de Saquarema, ex-prefeita de Saquarema e Mestre em Administração
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.