Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro pretende ampliar o alcance do Bilhete Único Intermunicipal para todos os municípios fluminenses. A proposta, de autoria do deputado estadual Alan Lopes, busca corrigir uma desigualdade histórica no acesso ao benefício, atualmente restrito à Região Metropolitana.
Criado em 2010, o Bilhete Único Intermunicipal garante integração tarifária e redução no custo das passagens para milhões de usuários que vivem na Região Metropolitana. No entanto, moradores do interior do estado, incluindo regiões como a Costa Verde, Região Serrana e Região dos Lagos, seguem sem acesso ao mesmo benefício.
Segundo o parlamentar, a proposta parte de um princípio básico de justiça social. “Não é razoável que o direito de pagar menos pela passagem dependa do CEP do cidadão. Todos trabalham, todos contribuem e todos merecem igualdade de oportunidades”, afirmou o deputado.
O projeto prevê a expansão do sistema para todo o território estadual, permitindo que trabalhadores de regiões fora da região metropolitana também tenham acesso a tarifas mais acessíveis no transporte intermunicipal. A medida, de acordo com o texto, pode impactar diretamente a geração de emprego e o desenvolvimento econômico, ao facilitar o deslocamento da população.
Especialistas apontam que o custo do transporte é um dos principais fatores que limitam o acesso ao mercado de trabalho, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros. Com a ampliação do benefício, a expectativa é que mais pessoas consigam buscar oportunidades sem que o valor da passagem seja um obstáculo.
Para o autor da proposta, trata-se de uma medida de equidade. “Não é favor, não é privilégio. É garantir que o cidadão do interior tenha as mesmas condições de quem mora na Região Metropolitana. O Rio de Janeiro precisa ser um só”, destacou.
O projeto ainda será analisado pelas comissões da Assembleia Legislativa antes de seguir para votação em plenário. Caso aprovado, caberá ao Poder Executivo regulamentar a ampliação do benefício. A discussão reacende o debate sobre mobilidade urbana no estado e reforça a importância de políticas públicas que promovam inclusão e igualdade no acesso aos serviços essenciais.
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