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General Pazuello - Só a verdade: Queremos a CPI do Banco Master, já!
A estabilidade do sistema financeiro e a proteção do patrimônio público são pilares inegociáveis de qualquer democracia saudável. Quando surgem indícios consistentes de irregularidades envolvendo cifras bilionárias, instituições públicas e ramificações que tocam a segurança nacional, a omissão deixa de ser uma opção política e passa a ser uma conivência com o alto risco.
É exatamente por isso que clamo há meses pela instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master — ou de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
A mobilização, que já recolheu centenas de assinaturas tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, reflete uma demanda urgente por transparência.
Não se trata de uma disputa ideológica entre esquerda ou direita, mas sim de um imperativo de fiscalização que o Poder Legislativo tem o dever constitucional de cumprir.
Os requerimentos protocolados no Parlamento sustentam a necessidade da CPI com base em fatos determinados que preocupam autoridades monetárias, órgãos de controle e a sociedade civil.
Um dos principais focos da minha preocupação é a negociação envolvendo cerca de R$ 12 bilhões em títulos e carteiras de crédito entre o Banco Master e o BRB (uma instituição pública!).
Analistas apontam que o prejuízo potencial ao banco público pode alcançar a cifra de R$ 5 bilhões, o que exige uma auditoria minuciosa sobre as condições e a lisura dessa operação.
Investigações coordenadas pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), como a Operação Sem Desconto, levantaram suspeitas de que estruturas financeiras possam ter ligação com desvios bilionários e descontos indevidos diretamente nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas — atingindo a parcela mais vulnerável da população.
O desdobramento mais alarmante do caso chegou à CPI do Crime Organizado no Senado.
Parlamentares apontam indícios do uso de redes de fundos de investimento e ativos de baixa liquidez, com valores artificialmente inflados, para a suposta lavagem de dinheiro de facções criminosas. Se comprovado, o caso deixa de ser apenas uma crise de governança bancária e passa a ser um grave problema de segurança pública.
Apesar de ter superado amplamente o número mínimo de assinaturas necessárias para a sua abertura, os requerimentos da CPI e da CPMI enfrentaram fortes barreiras políticas para serem formalmente lidas e instaladas.
A prerrogativa de investigar minorias parlamentares e garantir a fiscalização do sistema financeiro é um direito constitucional!
Reter a abertura de uma comissão que cumpre todos os requisitos legais (fato determinado e assinaturas validadas) sob justificativas de prioridade de pauta fere o papel fiscalizador do Congresso.
Portanto, a instalação da CPI do Banco Master é o caminho legítimo para que o país compreenda a real dimensão dos fatos. Se não há irregularidades, a investigação servirá para esclarecer o mercado e restabelecer a normalidade. Se as fraudes e os elos com o crime organizado se confirmarem, os responsáveis devem ser punidos rigorosamente, doa a quem doer.
O Parlamento não pode dar as costas a um tema que envolve bilhões de reais em recursos públicos, o sustento de aposentados e a higidez do nosso sistema bancário.
Queremos, por direito e por justiça, a CPI do Banco Master!
General Pazuello é deputado federal (PL-RJ)

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