Rafael RolimDivulgação
A obra em questão é um projeto de Estado. Vai transpor governos, eleições, ideologias partidárias. Irá consolidar o Rio de Janeiro como detentor das melhores práticas de saneamento. Erguido com recursos oriundos da Caixa Econômica Federal, o Novo Guandu tem o objetivo de blindar o abastecimento fluminense, proporcionando as condições necessárias para que o Estado desenvolva plenamente suas potencialidades. Seja pelo crescimento populacional urbano, pela atração de novos investimentos ou pelo fortalecimento de sua vocação turística.
A concepção do sistema Novo Guandu se alinha ainda às experiências mais bem-sucedidas ao redor do mundo. Para garantir a segurança operacional dos sistemas de abastecimento, Chicago, Toronto, Londres, Paris, Tóquio e Singapura, por exemplo, adotaram estratégias de construir estações de tratamento de água interligadas. Dessa forma, asseguram resiliência diante de falhas técnicas, manutenções programadas, estiagens severas ou acidentes ambientais. As grandes cidades globais partem do princípio de que a água potável é uma infraestrutura crítica. Exige, portanto, sistemas de redundância operacional para garantir a perenidade do atendimento à população.
Com esse espírito de construção sustentável para um futuro mais seguro para o povo do Rio, o Novo Guandu surge como um dos principais alicerces para proteger o abastecimento contra os riscos crescentes impostos pelas mudanças climáticas: alterações severas no regime de chuvas, estiagens prolongadas, enchentes e possíveis contaminações de mananciais. Fatores que geram a intermitência do serviço.
A consolidação do Novo Guandu representará mais do que redução do estresse operacional e o aumento da segurança para o atual sistema de abastecimento. O sistema ampliará significativamente a capacidade de atendimento, beneficiando diretamente mais de 3 milhões de cidadãos na Região Metropolitana com um incremento de 12 mil litros de água tratada por segundo.
Desta forma, mais do que uma resposta a gargalos históricos, a ampliação do complexo do Guandu é um passo definitivo para o desenvolvimento sustentável do Rio de Janeiro. Consagra uma visão sistêmica de saneamento básico e projeta o futuro do Estado, repetindo o pioneirismo que a Cedae desenhou há seis décadas.

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