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Universo dos quadrinhos vai invadir o interior do Estado do Rio

Um mundo povoado por garotas corajosas e inteligentes, gatos que se transformam em ‘ônibus’ e espíritos mágicos da floresta ocupará as telonas do Sesc

Por thiago.antunes

Rio - Um mundo povoado por garotas corajosas e inteligentes, gatos que se transformam em ‘ônibus’ e espíritos mágicos da floresta ocupará as telonas do Sesc. Ao longo de julho, cinco filmes do lendário cineasta Hayao Miyazaki e de seu Studio Ghibli serão exibidos em Niterói, São Gonçalo, Barra Mansa, Campos, Nogueira, Nova Friburgo, Teresópolis e Três Rios. As produções — ‘Nausicaä do Vale do Vento’ (1984), ‘Meu Vizinho Totoro’ (1988), ‘Princesa Mononoke’ (1997), ‘O Mundo dos Pequeninos’ (2010) e ‘O Conto da Princesa Kaguya’ (2013) — têm entrada franca.

Criado em 1985, o estúdio de animação japonês surgiu para trazer longas de qualidade para todas as idades, com liberdade de temática e de técnica. Os filmes ultrapassam o universo infantil em narrativas complexas e com senso estético apurado, como explica o animador e pesquisador Jansen Raveira.

Como exemplo, ‘A Viagem de Chihiro’ (2001), de Miyazaki, única produção do Japão a ganhar o Oscar de melhor animação e maior bilheteria da história daquele país. “O Miyazaki é um deus da animação. As crianças nos seus filmes são seres humanos tridimensionais. O Ghibli é um parâmetro de qualidade em todo o mundo”, enaltece Raveira.

Um dos títulos mais icônicos de Miyazaki é ‘Totoro’, sobre a amizade entre uma menina cuja mãe está doente e um gigante — e fofo — espírito da floresta. “É um filme sem estrutura de roteiro tradicional, mas é completamente apaixonante. Tem um sentimento de nostalgia que não vivemos”, aponta Raveira.

Outro destaque da programação é o delicado ‘Princesa Kaguya’, dirigido por Isao Takahata. Baseada em um folclore japonês do Século X, a animação conta a história de uma menina encantada nascida de um broto de bambu.

A produção levou oito anos para ser concluída, misturando pinturas em aquarela e pós-produção digital para um resultado visual primoroso. “O Takahata é um ponto fora da curva, ele inova muito nas técnicas de animação”, explica Raveira.

Sesc Niterói

6/7 (18h) – Meu amigo Totoro
13/7 (18h) – Nausicaä do Vale do vento
20/7 (18h) – Princesa Mononoke
27/7 (18h) – O mundo dos pequeninos

Sesc São Gonçalo

7/7 (18h) – O mundo dos pequeninos
14/7 (18h) – Princesa Mononoke
21/7 (18h) – Meu amigo Totoro
28/7 (18h) – Nausicaä do Vale do vento

Sesc Barra Mansa

6/7 (19h) - Nausicaä do Vale do Vento

Sesc Campos

7/7 (14h) – Princesa Mononoke
14/7 (14h) – O mundo dos pequeninos
21/7 (14h) – O Conto da Princesa Kaguya
28/7 (14h) – Meu amigo Tororó

Sesc Nogueira (Petrópolis)

13/7 (15h) – O mundo dos pequeninos
27/7 (15h) – O mundo dos pequeninos

Sesc Nova Friburgo

8/7 (16h) – Princesa Mononoke
15/7 (16h) – Nausicaä do Vale do Vento

Sesc Teresópolis

9/7 (15h) - Princesa Mononoke
12/7 (18h30) - O conto da princesa Kaguya
16/7 (15h) - O mundo dos pequeninos
19/7 (18h30) - O conto da princesa Kaguya
23/7 (15h) – Princesa Mononoke

Sesc Três Rios

6/7 (18h30) – O conto da princesa Kaguya
13/7 (18h30) – O mundo dos pequeninos
20/7 (18h30) – Nausicaä do Vale do Vento
27/7 (18h30) – Meu amigo Totoro

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