Rio - A Prefeitura do Rio e o Ministério Público realizam, nesta quinta-feira (2), mais uma ação para demolir um prédio construído irregularmente, na Muzema, em Itanhangá, na Zona Oeste. O edifício com três andares não possui qualquer licença de obra ou responsável técnico, e já contava com dez apartamentos, avaliados em cerca de 150 mil. No local estava sendo preparada uma estrutura para a construção do quarto pavimento.
O MP ainda busca cumprir mandados de busca e apreensão contra 13 alvos, sendo 9 pessoas físicas e quatro pessoas jurídicas nos municípios de Santo Antônio de Pádua e Aperibé. As diligências buscam coletar provas para instruir ação penal pública em face de responsáveis por crimes licitatórios. Não houve requerimento nem decretação de prisão cautelar. A ação conta com participação de promotores de Justiça, agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ e oficiais de Justiça do TJRJ, num total de 12 equipes.
A ação é realizada em conjunto com a subprefeitura de Jacarepaguá, Secretaria Municipal de Ambiente e Clima, o Grupo de Apoio Especial ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente(DPMA) e com a Polícia Militar Ambiental.
No local estava sendo preparada uma estrutura para a construção do quarto pavimento Jeferson Teófilo/Subprefeitura de Jacarepaguá
De acordo com a subprefeita de Jacarepaguá, Talita Galhardo, o solo é muito instável e propício a desabamentos, em função da proximidade com a Lagoa de Jacarepaguá, e, ações deste tipo continuarão sendo feitas para coibir as atividades do crime organizado na região.
“Estamos lidando com vidas. Não vou permitir que o errado continue acontecendo. Muitas pessoas se iludem e compram imóveis irregulares das mãos de criminosos, sem saber o grave risco de vida que enfrentam. Jacarepaguá tem ordem. Vamos continuar de olho!”, diz a subprefeita.
Ainda segundo o Ministério Público, o prédio foi construído de forma irregular em área de preservação ambiental e sem licenciamento adequado. O efetivo empregado na ação conta com o auxílio de retroescavadeiras, caminhões, reboques e esmerilhadeiras, entre outros equipamentos.
A Secretaria de Meio Ambiente e Clima embargou a construção na última semana, por ser completamente ilegalizável. Porém, os responsáveis pelo empreendimento não obedeceram e seguiram com a construção. Durante a demolição, a secretária de Meio Ambiente, Tainá de Paula, também esteve presente.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.