O delegado Maurício Demétrio foi preso em 2021Reprodução
Em 2020, o então delegado fez acusações contra Eduardo Paes às vésperas da eleição, tentando até mesmo forjar uma situação de flagrante por corrupção contra o então candidato à prefeitura.
Na publicação, feita pelas redes sociais, Paes diz: "Depois de um ex-juiz, agora um ex-delegado. Todos eles agiram para me prejudicar politicamente. Esse aí tentou forjar um flagrante contra mim na campanha de 2020. Nada como o tempo. Vagabundos! Cana neles!"
O caso foi citado na decisão do juiz Bruno Monteiro Rulière, da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio, que condenou Demétrio a quase 10 anos de prisão em regime fechado.
"A quebra de dados telemáticos ainda foi possível identificar a prática de atos tendentes à criminalização de autoridades públicas, incluindo um suposto outro flagrante preparado, por tráfico de drogas, de um delegado que teria atuado na Corregedoria da Polícia Civil e, por corrupção, do então candidato a prefeito do Rio de Janeiro, EDUARDO PAES (às vésperas das eleições). Na mesma linha, há áudios (o mencionado a seguir e outros que estão no mesmo contexto temporal) e outros materiais que indicam a realização de outros dossiês para atacar desafetos", diz o documento.
Condenação
Demétrio, que está preso desde 2021, teve sua condenação estabelecida na última quarta-feira (4) por obstrução de justiça. Ele ainda recorrer da decisão, mas somente preso.
Na sentença, o juiz ainda determinou a perda da função pública do delegado e demissão imediata. Em nota, a Polícia Civil informou que aguarda o trânsito em julgado da condenação.
Ao total, Demétrio foi condenado a nove anos, sete meses e seis dias de reclusão, além de 52 dias de multa. A Justiça do Rio ainda determinou que Demétrio pague multa de R$ 367 mil e que os R$ 240 mil em espécie que foram apreendidos durante a operação que prendeu o delegado devem ser depositados em uma conta do estado.

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