Raphael Pinto Ferreira Gedeão foi identificado como o policial civil que matou o assessor parlamentarReprodução/TV Globo
Justiça decreta prisão de policial civil por morte de assessor parlamentar na Barra
Raphael Pinto Ferreira Gedeão é acusado de atirar contra Marcelo dos Anjos Abitan da Silva, durante uma discussão
Rio - O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) decretou a prisão do policial civil que matou o assessor parlamentar e empresário Marcelo dos Anjos Abitan da Silva, de 49 anos. O crime aconteceu na madrugada de domingo (19), quando a vítima discutiu com Raphael Pinto Ferreira Gedeão, em frente ao hotel Wyndham Rio Barra, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.
A Justiça informou, nesta segunda-feira (20), que determinou a prisão temporária de 30 dias do acusado pela morte do assessor e empresário. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realiza buscas pelo agente, que é investigador da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), segundo o 'RJ1' da TV Globo.
De acordo com o advogado de Gedeão, Saulo Carvalho, "imediatamente após o ocorrido, o investigado entrou em contato com os órgãos de segurança, a fim de diligenciarem ao local dos fatos e prestarem o devido auxílio à vítima". A defesa disse ainda que Raphael "colocou-se à disposição da autoridade policial para eventuais esclarecimentos sobre os fatos ora apurados pela Delegacia de Homicídios da Capital".
O corpo de Marcelo será sepultado na tarde desta segunda-feira (20), no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. A vítima era assessor parlamentar da vereadora Vera Lins (Progressistas) e dono de uma loja em Madureira, na Zona Norte. Ele deixa a mulher e um filho.
Discussão em estacionamento
Em depoimento na DHC, um sobrinho da vítima contou que Marcelo estava hospedado com a família no hotel Wyndham Rio Barra desde a virada do ano, como costumam fazer. O parente relatou que ouviu um barulho constante de buzina e, pouco depois, cinco disparos em uma sequência rápida. Da varanda, ele viu uma picape prata e um carro preto e desceu até a portaria junto com a namorada e o primo, acreditando que o tio poderia ter sido assaltado, já que ele estaria chegando do trabalho.
O trio chegou a voltar para o quarto ao ver a Polícia Militar e os bombeiros no local e acreditar que o caso não tinha relação com o assessor. Mas, pouco depois, ao descer outra vez, o sobrinho encontrou a mulher e o filho de Marcelo próximos ao corpo, na entrada do hotel. Na oitiva, ele disse ainda que um bombeiro civil do estabelecimento contou que houve uma discussão entre Abitan e o motorista de um carro que tentava entrar no estacionamento. Logo depois, o suspeito atirou.
No relato, o familiar afirmou que ouviu no local um policial dizendo que o autor dos disparos era um "colega". O jovem relatou também que, além da picape e o veículo do tio, viu um sedã preto atrás do assessor, que deixou o local em baixa velocidade pela Avenida Lúcia Costa, em direção ao condomínio Barramares.




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