Cartazes foram recolocados na LagoaDivulgação/ ONG Rio de Paz
No local, estão 50 rostos de crianças mortas entre 2020 e 2025. Em reunião com mães das vítimas, integrantes do Rio de Paz e a secretaria de Meio Ambiente e Clima do município, Tainá de Paula, o prefeito Eduardo Paes pediu desculpas pelo ato e permitiu que as fotos fossem colocadas novamente na Lagoa. Ele ainda prometeu criar um memorial em homenagem às vítimas da violência no Rio.
"Esses dias foram bem angustiantes, mas o prefeito pediu desculpas às mães e familiares, à ONG Rio de Paz. A gente não quer que venham mais rostos de criança para a Lagoa e para lugar nenhum. Lugar de filho é no nosso convívio", disse Bruna da Silva, mãe de Marcos Vinicius da Silva, morto por bala perdida aos 14 anos, em 2018.
Os girassois também retornaram à Lagoa neste sábado. Eles foram colocados no memorial por Thamires de Assis, mãe de Ester de Assis, morta aos 9 anos por bala perdida, em confronto entre traficantes, em Madureira, zona norte. A flor preferida da menina está junto à foto da pequena.
“Fico feliz com a volta da foto porque é uma forma de ela ser lembrada. Vão olhar para a foto e saber quem é a Ester. Tirar a foto dela foi triste porque foi como se tivesse arrancado ela de mim novamente", disse Thamires.
Priscilla Menezes, mãe de Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, morto por PMs, na Cidade de Deus, zona oeste, em 2023, estava emocionada em voltar à Lagoa
"Para nós, familiares, é muito emocionante ver os rostos dos nossos filhos na Lagoa, novamente, do local onde nunca deveriam ter saído. É uma vitória da família junto à Rio de Paz. E o que a gente mais quer é que essa guerra acabe e que esse número (de crianças mortas) não cresça, e que o prefeito Eduardo Paes cumpra com a palavra dele de construir o memorial. Mas isso tudo é muito doloroso e o estado tem culpa nessas mortes", disse.
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