BioParque estava fechado desde o dia 17 de julhoÉrica Martin/Agência O Dia

Rio - Após passar sete dias fechado, o BioParque foi reaberto ao público nesta quinta-feira (24). O espaço, localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte, foi fechado preventivamente por causa da mortandade de seis galinhas-d’Angola.
Cleide Cesar, de 52 anos, e sua filha, de 16, aproveitaram os últimos dias de férias no Rio de Janeiro para visitar o parque. Naturais do Espírito Santo, as duas estavam ansiosas para voltar ao espaço de lazer, mas admitiram não estar acompanhando de perto os desdobramentos das investigações sobre a gripe aviária.

"Estou acompanhando bem pouco. Quanto ao parque, já conhecia e achei o ambiente muito limpo e muito bem cuidado, cheio de informações. Estava ansiosa para vir, afinal, é nesse período que temos mais tempo para levar nossos filhos e apreciar toda a beleza do parque", disse Cleide.
Quem também visitou o parque nesta quinta foi Adriele Santos Rosa, de 30 anos, que aproveitou a viagem em família para levar o filho ao zoológico. Ela explica que a ida ao BioParque foi planejada com antecedência. "Fiquei esperando para que isso acontecesse, pois somos do interior de Minas e planejei levar meu filho, que estava ansioso para conhecer o zoológico. Bom que deu tempo de ir antes de voltarmos para casa", disse.

Apesar da interdição parcial de uma das áreas do parque, Adriele elogiou a organização do local: "Sim, estou acompanhando. Bom, eu sei que a área da Savana está fechada e nem sei por onde passaria pra chegar nela. Não tem nenhum tipo de acesso que dê para chegar no local. Está muito organizado".
Na noite de terça-feira (22), a administração do parque anunciou que uma análise laboratorial apontou uma infecção por gripe aviária como causa da morte dos animais. As amostras foram encaminhadas ao laboratório de referência do Ministério da Agricultura, e o diagnóstico foi validado pelas autoridades sanitárias competentes.

Segundo a administração do parque, todos os animais infectados estavam localizados na área da Savana Africana, que permanecerá interditada por 14 dias como medida preventiva, conforme protocolos de biossegurança.

Após o resultado do laudo, 15 funcionários que tiveram contato direto com os animais estão sendo monitorados pelas secretarias de Saúde do estado e município.

O monitoramento dos expostos ao vírus iniciou ainda na quinta (17) no plantão do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), com a identificação do local de residência para repassar as informações para as respectivas vigilâncias municipais. Essas pessoas serão monitoradas ao longo de 10 dias.
Em nota, foi informado que houve a adoção de medidas necessárias e os órgãos competentes autorizaram a reabertura do BioParque.

"Com a adoção de todas as medidas necessárias e autorização dos órgãos competentes, as demais áreas do parque serão reabertas ao público a partir desta quinta-feira. O BioParque do Rio segue comprometido com o bem-estar dos animais e visitantes", informa o trecho da nota.