Moradores de Senador Camará tentam retomar rotina após dia de violênciaReprodução/Redes Sociais
Senador Camará tem escolas fechadas e policiamento reforçado após operação
Unidades de saúde seguem impactadas, mas circulação dos transportes públicos está normalizada
Rio - Moradores tentam retomar a rotina, nesta sexta-feira (5), após um dia de violência durante uma operação policial em Senador Camará e na Vila Aliança, na Zona Oeste. Mesmo sem novos confrontos, escolas da rede municipal da região seguem impactadas e unidades de saúde têm o funcionamento afetado. A ação desta quinta-feira (4) para prender integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) deixou seis criminosos mortos e um cinegrafista ferido. O policiamento permanece reforçado na manhã de hoje.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (SME), 28 unidades escolares continuam fechadas por conta da violência. Além disso, nas regiões de Bangu e Senador Camará, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), duas unidades de Atenção Primária precisaram suspender o funcionamento para segurança de pacientes e funcionários. Outras oito mantêm o atendimento à população, mas suspenderam as atividades externas, como as visitas domiciliares.
Durante a operação, traficantes usaram ao menos seis ônibus como barricadas, para dificultar o acesso dos policiais, e seis linhas municipais tiveram o itinerário alterado. Dois criminosos acabaram presos em flagrante tentando sequestrar coletivos na Estrada do Taquaral. Já na manhã de hoje, o Rio Ônibus informou que a circulação ocorre normalmente na região.
O intenso confronto entre os agentes e os bandidos danificou a rede aérea da SuperVia, nas proximidades da estação Senador Camará, e os trens do ramal Santa Cruz ficaram cerca de nove horas circulando somente entre as estações Central do Brasil x Bangu e Campo Grande x Santa Cruz. Passageiros enfrentaram dificuldades na volta para casa, mas a operação está normalizada nesta sexta-feira.
Ação mirou envolvidos na morte de jovem em baile funk
A operação das Polícias Civil e Militar mirou bandidos envolvidos na morte de Sther Barroso dos Santos, 22, estuprada e brutalmente espancada, após um baile funk na região, por se recusar a ter relações sexuais com Bruno da Silva Loureiro, o Coronel, chefe do tráfico da comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte. O criminoso e José Rodrigo Gonçalves Silva, o Sabão da Vila Aliança, eram os principais alvos da ação e estão foragidos.
Traficantes que tentavam fugir dos agentes fizeram um pastor e uma criança reféns dentro de uma casa. Eles trocaram tiros com policiais civis que localizaram o imóvel e seis acabaram morrendo. Ainda não há informações sobre as identificações dos bandidos e as vítimas foram resgatadas sem ferimentos. Criminosos também sequestraram um cinegrafista do portal de notícias Factual RJ, que foi levado para o interior de uma das comunidades e brutalmente agredido com coronhadas na boca e teve dentes quebrados.
O profissional teve o equipamento danificado e pertences roubados e, após ser liberado, conseguiu pedir ajuda a policiais do Batalhão de Choque (BPChq), que o levaram ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste. De acordo com a SMS, ele já recebeu alta médica. O caso é investigado pela 34ª DP (Bangu). A ação terminou com quatro fuzis apreendidos.

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