Clínicia da Família Carioca adotou medida para evitar incidentes com pacientes e funcionáriosReprodução/Google Maps
Clínica da Família reduz horário de funcionamento por violência no Rocha
Atendimentos precisaram começar duas horas depois do previsto, por conta de insegurança no território. Atividades já foram normalizadas
Rio - A Clínica da Família Carioca, no bairro do Rocha, na Zona Norte do Rio, precisou reduzir o horário de funcionamento, na última terça-feira (7), por conta a violência. A unidade de saúde, que fica na Rua Bérgamo, abriu duas horas mais tarde para evitar incidentes com pacientes e funcionários. No entanto, os atendimentos já foram normalizados no local.
Na ocasião, a Clínica informou que a alteração da abertura para às 9h aconteceu por conta de "eventos relacionados à segurança pública no território" e que a mudança seria mantida até que houvesse "condições seguras para reabertura no horário habitual". Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), após avaliação do território, às atividades voltaram ao normal na quarta-feira (8), com início às 7h.
"As avaliações são feitas diariamente e as decisões sobre o funcionamento da unidade são tomadas visando a segurança de profissionais e pacientes", afirmou a pasta. Já a Polícia Militar afirmou o 3° BPM (Méier) não foi comunicado sobre a alteração do horário de funcionamento e reforçou que "mantém diálogo aberto com a população e com instituições públicas, incluindo a Secretaria Municipal de Saúde, para assegurar a prestação de um serviço público seguro e de qualidade".
UPA de Costa Barros segue fechada
Os episódios de violência têm afetado o funcionamento das unidades de saúde do Rio diariamente. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, também na Zona Norte, está fechada há nove dias, depois de sofrer uma invasão por criminosos armados, no último dia 30. O policiamento chegou a ser reforçado, com um veículo blindado da Polícia Militar na frente do local.
Inicialmente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) havia informado que a UPA retomaria as atividades após a ocupação das forças policiais de forma permanente na região e a prisão dos bandidos envolvidos no ataque. No entanto, após o anúncio da PM de que a medida seria adotada, na última terça-feira, a pasta afirmou que a unidade só reabrirá quando a ação se consolidar.

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