O prefeito anunciou que acompanha a situação na cidade da sede do CORReprodução/Instagram

Rio – O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), anunciou que os serviços públicos municipais estão mantidos normalmente nesta terça-feira (28), apesar dos atos criminosos que se espalham pela cidade ao longo do dia. Segundo ele, não é aceitável “ficar refém” de integrantes do Comando Vermelho que atuam em represália a uma megaoperação policial realizada desde cedo nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte, com foco na facção criminosa. O saldo é de 81 presos, 64 mortos, sendo quatro policiais. Ao todo, 93 fuzis foram apreendidos.
“O Rio não pode e não vai ficar refém de grupos criminosos que espalham medo pelas ruas da nossa cidade. Eu determinei a todos os órgãos municipais que mantivessem o funcionamento normal de suas atividades e que, obviamente, auxiliassem a população em caso de necessidade. Os serviços da prefeitura vão seguir normalmente até o fim do expediente”, decretou o chefe do Executivo municipal, em vídeo publicado no seu perfil oficial no Instagram às 15h.
Paes gravou o pronunciamento do Centro de Operações Rio (COR), de onde acompanha a situação alarmante na cidade. A decisão de manter os serviços é, além de uma resposta firme aos bandidos, uma maneira de fazer com que seja menos afetada a rotina do cidadão, que tem se deparado com vias públicas interditadas por ônibus sequestrados e barricadas deixadas pelos criminosos.
“Eu vou ficar aqui do COR, acompanhando todos os fatos, tomando as decisões daquilo que compete ao Município, para que a vida do carioca seja o menos impactada possível. Eu quero repetir aqui: compete ao poder público, independentemente do nível de governo, a tarefa de ser implacável contra esses grupos criminosos que buscam amedrontar a população trabalhadora. A Prefeitura do Rio, no que lhe compete, vai continuar agindo nessa crise com autoridade, comando e firmeza”.
Já em entrevista para emissoras ouviu um questionamento sobre ter sido alertado pelo governador Cláudio Castro (PL) quanto à megaoperação, já que o Governo Federal alegou não ter recebido qualquer aviso. O prefeito evitou criar polêmica, mas não deixou de sugerir o que entende como uma falta de respeito em nível estadual.
"Não temos que entrar nesse mérito agora. Operações acontecem com frequência, e muitas vezes se busca evitar vazamentos. Meu papel é auxiliar as forças policiais, que tem a obrigação de combater essa criminalidade, e buscar com que o impacto sobre o cidadão seja minimizado. O que não dá para aceitar mais é a cidade refém, a população aterrorizada por esses grupos. Temos muito tempo acumulando falta de autoridade. A gente precisa de um comando claro e autoridade para resgatar o respeito no estado".
Sobre uma recomendação à população, especialmente àqueles que retornam para casa no fim da tarde, o prefeito mencionou calma: “Não acreditar em boataria, notícias falsas nas redes. Tem acontecido problemas pontuais, e imediatamente vai um órgão da prefeitura ou a PM auxiliada pela prefeitura. É claro que há locais mais críticos, mas é importante ter tranquilidade, acompanhar a grande imprensa, que não inventa história, olhar perfis oficiais da Prefeitura e do Governo".