Geraldo Alckmin coordena a reunião que discute a operação policial no Rio de JaneiroValter Campanato/Agência Brasil
Alckmin faz reunião de emergência com Rui, Gleisi e técnicos sobre ação no Rio contra o CV
Governo articula resposta às críticas da oposição e do governador Cláudio Castro
O governo federal realiza no início desta noite uma reunião de emergência para discutir os impactos da operação policial no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 28, que resultou na morte de 64 pessoas e na prisão de 81 suspeitos de envolvimento com o Comando Vermelho (CV). Essa foi a operação mais letal da história da polícia fluminense
Participam da reunião o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de técnicos dos ministérios da Justiça e da Defesa.
A reunião acontece no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está a caminho do Brasil após uma semana no Sudeste Asiático. A previsão é de que o presidente chegue a Brasília por volta das 20h30 desta terça.
O principal objetivo do governo é discutir o posicionamento do Palácio do Planalto após a operação e também diante das críticas feitas pela oposição, em especial do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Também está no cálculo feito pelo Planalto como a resposta do governo vai abordar a proposta de emenda à Constituição (PEC) com regras federais para a segurança pública. O governo também discute um projeto de lei que endurece penas para as organizações criminosas. Chamado de projeto antifacções, a proposta foi encaminhada pelo Ministério da Justiça à Casa Civil
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mencionou a proposta em entrevista coletiva nesta terça. Ele está cumprindo agendas no Ceará e não participa da reunião de emergência agora no Planalto.
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