Rio - A FGV Arte, que integra o complexo da Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo, na Zona Sul, inaugurou a exposição "Adiar o fim do mundo", que propõe uma reflexão sobre o impacto da humanidade no Planeta Terra e o papel da arte diante da crise climática. A mostra fica em cartaz até março de 2026 e tem curadoria de Ailton Krenak e Paulo Herkenhoff.
Com mais de 150 obras de diferentes períodos e linguagens, a exposição traz nomes como Claudia Andujar, Adriana Varejão, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Denilson Baniwa, Anna Maria Maiolino, Sebastião Salgado e Tunga. Parte das obras foi criada especialmente para a mostra.
"Precisamos inverter o discurso da sustentabilidade, abrir fendas na lógica. Se o pensamento racional não dá conta de salvar o planeta, talvez o gesto poético possa", alerta Ailton Krenak, um dos curadores e membro da Academia Brasileira de Letras.
Coincidindo com o período da COP30 no Pará, a mostra articula arte, ecologia e filosofia. O projeto ocupa todos os espaços da FGV Arte — instalações e jardins comissionados na esplanada e nos pilotis, além de obras na galeria principal —, estabelecendo um percurso imersivo em diálogo com a arquitetura modernista e o entorno da cidade.
A exposição se amplia com ações educativas, oficinas e programas públicos que refletem a dimensão formativa e comunitária do projeto.
O endereço é Praia de Botafogo, 186, em Botafogo. A visitação ocorre de terça a sexta, das 10h às 20h, e sábados e domingos, das 10h às 18h, com entrada gratuita. A classificação é livre.
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