25 garis da Comlurb realizaram a limpeza da faixa de areia entre os postos 6 e 7 da Praia da Barra da TijucaComlurb / Divulgação

Centenas de peixes mortos foram encontrados na manhã desta segunda-feira (9) na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, entre os postos 6 e 7. Enquanto a Comlurb afirma não considerar o episódio um evento anormal, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) avalia a possibilidade de descarte irregular próximo à faixa de arrebentação.
Segundo a Companhia Municipal de Limpeza Urbana, 25 garis e um trator de praia foram mobilizados para recolher os peixes que chegaram à areia. “A Comlurb informa que não considera mortandade de peixes na Praia da Barra da Tijuca. Desde a manhã de hoje (segunda, 9) está sendo realizada a remoção dos peixes mortos que encostaram na areia da praia”, informou o órgão por meio de nota.
Por outro lado, o Inea declarou não haver registros recentes de ocorrências semelhantes nesse trecho da orla. “O episódio pode estar relacionado ao descarte de peixes de menor valor econômico. Durante a variação cíclica das marés, é possível que essa quantidade de peixes descartados tenha sido trazida do mar para a faixa de areia”, informou o Inea.
Além disso, o órgão destacou que realiza monitoramento semanal das praias da Região Metropolitana do Rio, incluindo a Barra da Tijuca, com foco na balneabilidade, e que, até o momento, não há indicação de risco para os banhistas.
Moradores da região, no entanto, relatam a atuação irregular de embarcações pesqueiras ao longo da última semana. Segundo os relatos, há denúncias recorrentes de pesca de arrasto na área — prática considerada predatória por capturar indiscriminadamente espécies e tamanhos, provocando impactos ao ecossistema marinho.
Até agora, não há confirmação oficial de infração ambiental nem de comprometimento da qualidade da água na praia.