O Bar da Peixaria Divina Providência promove encontro para celebrar o 8 de marçoDivulgação

Elas são guerreiras, corajosas, inteligentes, amáveis, mas, muitas vezes, a vida é ceifada por homens que acham que, nós, mulheres, somos territórios deles. Como se não bastasse está havendo uma sobrecarga terrível em cima das mulheres, que tem o dia 8 de março para chamar de seu mundialmente, mas pouca coisa a comemorar haja visto o número de feminicídios que vem ocorrendo em todo o Brasil, independente de raça, gênero, credo ou idade.O fato é que a mulher alcançou um patamar alto na sociedade e as cobranças, sejam profissionais, familiares e estéticas não param de chegar como explica Simone Lima, cirurgiã-dentista, especialista e mestranda em Harmonização Orofacial e pós-graduanda em Neurociência. "Nenhuma mulher deveria se sentir exausta por simplesmente existir. Vivemos em uma era em que a mulher acorda cedo, trabalha, cuida, serve, entrega — e ainda assim sente que precisa fazer mais um esforço: parecer impecável", diz a profissional acrescentando que esse peso invisível tem nome científico, eixo HPA (Hipotálamo-hipófise-adrenal).
"Do ponto de vista da neurociência, a pressão estética crônica ativa o eixo do estresse no cérebro, elevando os níveis de cortisol em um organismo que já opera no limite. A autocrítica em relação à imagem ativa as mesmas regiões cerebrais envolvidas na dor física — ou seja, a mulher que se sente 'inadequada' não está sendo fútil. Ela está, literalmente, sofrendo".
A profissional afirma que o sofrimento raramente vem sozinho. "Ele se instala silenciosamente sobre uma rotina já sobrecarregada, alimentado por redes sociais que vendem padrões irreais como se fossem normais, criando um ciclo cruel: quanto mais cansada ela está, menos ela se reconhece no espelho — e quanto menos ela se reconhece, mais pesado fica o caminho. O esgotamento emocional feminino não é fraqueza. É o resultado de uma sociedade que ainda cobra demais e cuida de menos".
'Combinação de herança emocional'
Terapeuta sistêmica e mentora de mulheres Adriana Ribeiro também fala a respeito da sobrecarga. "As conquistas externas evoluíram, mas os padrões internos nem sempre acompanharam. Na Constelação Familiar Sistêmica, observamos que muitas mulheres carregam lealdades invisíveis às mulheres da sua família, mães e avós que precisaram ser fortes, suportar ausências, sobreviver na escassez ou no abandono. Inconscientemente, repetir essa força excessiva pode ser uma forma de manter vínculo com essa história de forma inconsciente. O impulso de dar conta de tudo pode ter raízes mais profundas do que imaginamos", pontua.
Ela lembra  o aspecto comportamental: "a mulher foi socialmente condicionada a cuidar, organizar, antecipar e sustentar emocionalmente os outros. Desde cedo aprende que ser responsável e disponível é uma virtude e muitas vezes passa a associar amor com desempenho. Hoje ela conquistou espaço profissional, mas continua acumulando responsabilidades antigas,não houve uma redistribuição real do peso emocional. A sobrecarga, portanto, não é só agenda cheia, é uma combinação de herança emocional,condicionamento social e dificuldade de rever padrões. Para a especialista, a mudança começa quando a mulher entende que não precisa provar valor através do excesso nem carregar sozinha aquilo que pode e deve ser compartilhado.
Sinais de que é preciso desacelerar de acordo com Adriana Ribeiro
- Irritabilidade constante.
- Cansaço que não melhora com descanso.
- Dificuldade de sentir prazer ( baixa libido)
- Distanciamento afetivo.
- Sensação permanente de estar devendo algo.
- Culpa ao pensar em parar.
- Tensão no corpo principalmente ombros, mandíbula, lombar e região pélvica.
- Alterações hormonais, ansiedade, insônia.]
De acordo com a profissional existe um sinal ainda mais profundo: "quando ela continua funcionando, mas já não está presente. Ela entrega resultados, cumpre papéis, mantém a rotina mas perdeu o brilho. Ela entrou no modo sobrevivência. Desacelerar não é desistir. É reorganizar prioridades e incluir a si mesma no cuidado que oferece ao mundo", finaliza.
Doramas como pausa

Atriz, produtora, dubladora, empresária, esposa e mãe, Therla Duarte diz que gosta da sua vida agitada, mas que pretende desacelerar quando possível. "Faço 1001 coisas e tenho um filho de 11 anos e uma mãe de 90 que sou eu que cuido. Ainda bem que meu marido é super parceiro. Se com uma rede de apoio já é difícil dar conta de tanta coisa que dirá quem não tem", conta ela, recordando-se de um episódio que saiu do salão com uma mão feita e outra não por causa de compromissos.
Em meio a compromissos como a estreia do longa 'Picaretas não vão pro céu', marcada.para 16 de abril, ela conta que falta tempo para cuidar de si como gostaria, mas que sempre dá um jeito. "Sou daquelas que ainda tem agenda de papel para eu não me confundir. Acho que a mulher está sobrecarregada sim e aí vem o bournout, as crises de ansiedade, mas eu sempre fui workaholic. É muito difícil. Parece que você acorda e não vai conseguir fazer tudo que estava planejado para aquele", diz ela que, quando consegue, parar adora assistir doramas.
Empreender é possível

Se muitas mulheres se sentem sobrecarregadas, algumas querem mudar de vida e veem no empreendedorimo e em profissões, que em outras épocas eram dominadas apenas por homens um novo desafio. A Rede Imulheres, fundada por Karla Fassini em 2017, oferece educação empreendedora, mentorias e acolhimento estratégico que já beneficiaram milhares de negócios.
Karla é a CEO da Editora Imulheres, única editora feminina do Rio e também promove imersões e programas de comunicação e liderança, como 'O Poder da sua Voz', que integram desempenho profissional e autocuidado. Reconhecida pelo Sebrae como Mulher de Negócios, ela segue promovendo eventos como o EMPREENDA MAIS Imulheres, que acontecerá na sexta-feira (13) de março, de 9h ás 18h, no Novotel Botafogo, na Zona Sul do Rio.
'Ferramenta não tem gênero'
A 16ª edição do Mulheres à Obra começou no sábado (7) e se estende por todo o mês de março. A proposta do projeto é capacitação técnica feminina em áreas como manutenção residencial, elétrica, pintura e uso de ferramentas, o Mulheres à Obra reforça que protagonismo não é discurso. É competência desenvolvida. "Durante muitos anos disseram que certas ferramentas não eram para mulheres. A gente prova exatamente o contrário. Ferramenta não tem gênero. Conhecimento não tem gênero. O que existe é oportunidade", afirma Isabel Meirelles, idealizadora do projeto.
Enquanto o calendário sugere flores e mensagens simbólicas, o projeto aposta em algo mais duradouro. Conhecimento prático, segurança técnica e autoconfiança. Em sala de aula, mulheres aprendem a manusear furadeira, parafusadeira e serra tico tico. Entendem como trocar tomadas e instalar luminárias. Dominam técnicas de pintura e conhecem soluções profissionais de fixação.
Contribuição para a ciência
Já a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SMCT) do Rio de Janeiro preparou uma programação especial para celebrar o Dia Internacional da Mulher, Ao longo do mês, serão realizados eventos voltados à promoção do acesso das mulheres à ciência e à tecnologia, ao fortalecimento da autonomia econômica, à ampliação de direitos e à inclusão digital, especialmente nas comunidades periféricas da cidade.
"É fato que as mulheres sempre contribuíram de forma efetiva para a ciência, mesmo enfrentando barreiras históricas, incluindo falta de reconhecimento e desigualdade de oportunidades. Hoje, as mulheres têm mais visibilidade e ganham prêmios internacionais. É um orgulho imenso assistir elas liderarem pesquisas e transformarem o mundo com suas descobertas", destacou a secretária Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, Tatiana Roque.
Haverá em diversas Naves do Conhecimento workshops e palestras ao longo do mês, com temas como A Mulher na Era Digital; Saúde Mental da Mulher Empreendedora; Mulheres e a Tecnologia: Representatividade, Desafios e Importância; e As Mulheres e o Espaço de Poder. A programação completa das atividades em comemoração ao Dia Internacional da Mulher está disponível em: https://www.navedoconhecimento.rio/.
Celebração deliciosa

E se existe sobrecarga, novas profissões também é de bom tom que haja uma singela homenagem. A Mamma Jamma reafirmou sua essência ao lançar a campanha intitulada "Forza In Fiori", uma celebração que mergulha na delicadeza que sustenta e na força que acolhe. A Mamma nasceu do desejo de honrar as mulheres que, com sabedoria e afeto, transformam o ato de servir em uma forma de arte, e este olhar agora se volta com ainda mais vigor para as trajetórias que compõem sua história.
Para dar forma a esse conceito, a Mamma convidou a chef Flávia Quaresma. Conhecida por sua técnica apurada e sensibilidade rara, Flávia assina as criações exclusivas do mês, pensadas com respeito e afeto. A colaboração nasceu de uma escuta atenta, onde o criar se funde ao sentir, resultando em receitas que espelham a sofisticação silenciosa e a potência da mulher contemporânea. A parceria é um encontro de identidades, onde a expertise gastronômica se une ao espírito acolhedor que define a trajetória da marca.
O menu exclusivo, batizado de Forza in Fiori, é um convite para celebrar essa força que floresce. A experiência começa com a Pera al Forno e Formaggio, onde a pera assada com mel revela um perfume floral, contrastando a doçura delicada com a intensidade do queijo azul e a crocância das nozes sobre um mix de folhas e vinagrete. Como prato principal, a pizza de Pancetta e Aspargos apresenta uma combinação estruturada: os cogumelos representam a força que vem da terra e se unem à potência das lâminas de pancetta, enquanto os aspargos verdes trazem frescor e leveza.
Finalizada com sua gema dourada e sedosa surge como símbolo da vida e da energia transformadora. Para encerrar, a Tortini di Maçã apresenta um bolinho com maçãs e caramelo salgado, equilibrando a profundidade do caramelo, a riqueza da manteiga e a elegância frutada da maçã.
Dia da mulher divina
Já no tradicional ponto de encontro em Irajá e Campeão Nacional do Comida di Buteco 2024, o Bar da Peixaria Divina Providência promove, no domingo (8), a partir das 15h, o evento 'Dia da Mulher Divina', em celebração ao Dia Internacional da Mulher.

Gratuito e voltado ao público feminino, o encontro contará com a palestra 'Como Vender Seu Peixe', ministrada pela empresária e influenciadora digital Manuela Ornelas. A proposta é compartilhar experiências e estratégias de empreendedorismo, fortalecendo a autonomia e o protagonismo feminino.

As participantes serão recepcionadas com rosas (@santalalaflores), além de ganharem pudim no copo (@pudimdorio). Também poderão concorrer a diversos mimos, como caixas de brigadeiros artesanais (@obrigadeirorj), buquês de flores (@santalalaflores) e consultorias jurídicas virtuais em Direito do Trabalho Preventivo, oferecidas pelo escritório da advogada Adriana Ornelas (@adrianaornelas_advogada).

"Estamos preparando uma tarde linda, com parceiras incríveis, muitos mimos e grandes aprendizados para essas Mulheres Divinas", destaca Manu Ornelas, proprietária do Grupo Divina Providência (Peixaria, Bar e Sushi Bar).