Rio – Após audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira (5), a Justiça do Rio manteve a prisão preventiva de Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, acusados de participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. Eles haviam se entregado à polícia na última terça (3).
Já os outros réus, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, que compareceram à delegacia na quarta (4), passarão pelo procedimento nessa sexta (6), a partir das 13h.
Os quatro são réus pelos crimes de estupro qualificado, já que a vítima é menor de idade, e cárcere privado. De acordo com o delegado, os acusados, orientados pelos advogados, não quiseram dar depoimento e se mantiveram calados.
Sobre um quinto envolvido, um adolescente de 17 anos apontado pelas investigações como responsável por arquitetar o estupro coletivo, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) divulgou que, na noite desta quarta (4), voltou atrás no posicionamento sobre ele ao pedir a sua internação provisória. A denúncia se deu depois que o delegado apresentou novos elementos que indicam o possível envolvimento do jovem em outro crime com as mesmas características.
O adolescente é considerado foragido, já que, após a Justiça autorizar um mandado de busca e apreensão, ele não foi encontrado no endereço informado.
Por meio de nota enviada a O DIA, a defesa de João Gabriel disse confiar que "a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia".
Já a defesa de Victor Hugo, representada pelo advogado Ângelo Máximo, afirma que ele negou participação no crime.
"Eu não acredito no ponto de conivência. O fato dele estar junto não quer dizer que praticou. Vitor nega qualquer fato de cometimento do crime. Ele fala que não participou do fato. O Vitor não tem como negar que esteve no apartamento, mas o crime ele nega", afirmou.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos demais. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.