Publicado 09/03/2026 11:55 | Atualizado 09/03/2026 14:43
Rio - Um vídeo gravado depois do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, Zona Sul, mostra os acusados zombando enquanto deixam o apartamento após o crime. Quatro homens foram presos e um adolescente apreendido.
A gravação foi exibida neste domingo (8) pelo "Fantástico", da TV Globo. Nas imagens, os acusados aparecem comemorando e fazendo piadas, em tom de deboche.
PublicidadeA gravação foi exibida neste domingo (8) pelo "Fantástico", da TV Globo. Nas imagens, os acusados aparecem comemorando e fazendo piadas, em tom de deboche.
"A mãe de alguém teve que chorar porque as nossas mães hoje...", disse um deles. O vídeo contribuiu para a investigação da 12ª DP (Copacabana).
Segundo o apurado, a vítima recebeu mensagem de um colega da escola, com quem já teve relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar no prédio, o rapaz insinuou que fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela. Contudo, já dentro do imóvel, a conduziram até o quarto, onde a trancaram com quatro homens, que insistiram em manter relações com a jovem.
De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, a adolescente chegou machucada à delegacia após os abusos. "Ela saiu do apartamento totalmente abalada psicologicamente, mas teve a coragem de contar o que aconteceu. É um momento difícil, mas ela contou para o irmão. Assim que chegou em casa, contou para a mãe, que não teve dúvida e procurou a Polícia Civil. Ela estava sangrando na delegacia, totalmente abalada, com lesões aparentes", lembrou.
Lages completou que o exame de corpo de delito confirmou que as lesões apresentadas são "totalmente compatíveis" com o depoimento da vítima.
Segundo o apurado, a vítima recebeu mensagem de um colega da escola, com quem já teve relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar no prédio, o rapaz insinuou que fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela. Contudo, já dentro do imóvel, a conduziram até o quarto, onde a trancaram com quatro homens, que insistiram em manter relações com a jovem.
De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, a adolescente chegou machucada à delegacia após os abusos. "Ela saiu do apartamento totalmente abalada psicologicamente, mas teve a coragem de contar o que aconteceu. É um momento difícil, mas ela contou para o irmão. Assim que chegou em casa, contou para a mãe, que não teve dúvida e procurou a Polícia Civil. Ela estava sangrando na delegacia, totalmente abalada, com lesões aparentes", lembrou.
Lages completou que o exame de corpo de delito confirmou que as lesões apresentadas são "totalmente compatíveis" com o depoimento da vítima.
"O perito deixou isso muito claro. Tudo o que ela narrou era compatível com as lesões. Ela tinha lesões no órgão sexual, nas costas, nas nádegas, inclusive, tinha uma suspeita de fratura da costela. Isso tudo foi constatado pelo legista e batia exatamente com a narrativa dela, com o que ela declarou para a gente", descreveu.
Após a primeira ida à delegacia, a vítima foi chamada novamente depois que os investigadores tiveram acesso às imagens de câmeras de segurança e os envolvidos no crime, que aconteceu em 31 de janeiro.
"Posteriormente, a gente chamou novamente a vítima e ela reconheceu todos eles. De alguma forma, ela já conhecia eles de vista. Eles praticamente têm a mesma idade, frequentavam os mesmos locais e dois deles estudavam no mesmo colégio dela. A gente não teve dificuldade de qualificar e identificar esses criminosos", destacou.
"Posteriormente, a gente chamou novamente a vítima e ela reconheceu todos eles. De alguma forma, ela já conhecia eles de vista. Eles praticamente têm a mesma idade, frequentavam os mesmos locais e dois deles estudavam no mesmo colégio dela. A gente não teve dificuldade de qualificar e identificar esses criminosos", destacou.
Outras vítimas
Pelo menos outras duas meninas foram alvo de integrantes do mesmo grupo. Após a denúncia do caso, as outras vítimas foram à Polícia Civil para expor situações semelhantes. No ano de 2023, ao menos dois dos acusados teriam praticado o mesmo crime com outra adolescente de 14 anos, de acordo com a Civil.
"Ela falou que também foi vítima de dois deles, pelo menos. Tinha um terceiro, que era maior, que não aparece nessa lista desse caso, mas que estavam sempre juntos. Eu não tive estômago", contou a mãe dessa outra vítima ao "Fantástico".
Também ao programa da Rede Globo, uma jovem, já maior de idade, revelou que um dos acusados a forçou a ter relações com ela em um festa. "Teve uma hora que ele pediu pra eu praticar sexo oral nele. Falei que não ia fazer aquilo, muito menos ali. Enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar a minha cabeça pra baixo. Eu falei que não ia fazer, ele continuou, mas eu estava muito fraca, minhas pernas meio que cederam. Eu caí, ele começou a forçar um sexo oral nele", destacou.
Detidos
O adolescente envolvido no estupro coletivo foi apreendido na última sexta-feira (6). O jovem de 17 anos se entregou na 54ª DP (Belford Roxo), na Baixada Fluminense. Ele responderá por ato infracional análogo ao crime de estupro.
No último dia 4, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos, e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também de 18, se entregaram à Polícia Civil. No dia anterior, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19, compareceram à mesma 12ª DP (Copacabana) e na 10ª DP (Botafogo), respectivamente. Os adultos são réus pelos crimes de estupro qualificado, já que a vítima é menor de idade, e cárcere privado.
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) informou que suspendeu Bruno por 120 dias. O Colégio Pedro II, do Campos Humaitá II, expulsou Vitor Hugo, Mattheus e o adolescente, enquanto o Serrano Football Club afastou João Gabriel.
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