Delegado Ângelo Lajes, da 12ªDP (Copacabana), é o responsável pelos casosÉrica Martin / Agência O Dia
Segundo Lajes, a adolescente chegou muito machucada à delegacia. "Ela saiu do apartamento totalmente abalada psicologicamente, mas teve a coragem de contar o que aconteceu. Para ela, é um momento difícil, mas ela contou para o irmão. Assim que chegou em casa ela contou para a mãe, que não teve dúvida e procurou a Polícia Civil. Ela estava sangrando aqui na delegacia, totalmente abalada, com lesões aparentes”, lembrou.
Em seguida, o delegado explicou que a menina foi encaminhada para um exame de corpo de delito e presou depoimento, que foi “totalmente compatível” com as lesões apresentadas. "O perito deixou isso muito claro. Tudo o que ela narrou era compatível com as lesões. Ela tinha lesões no órgão sexual, nas costas, nas nádegas… inclusive, ela tinha uma suspeita de fratura da costela. Isso tudo foi constatado pelo legista e batia exatamente com a narrativa dela, com o que ela declarou para a gente", descreveu.
Após a primeira ida à delegacia, a vítima foi chamada novamente depois que os investigadores tiveram acesso às imagens de câmeras de segurança e os envolvidos no crime, que aconteceu na noite de 31 de janeiro, foram identificados.
"Posteriormente, a gente chamou novamente a vítima e ela reconheceu todos eles. De alguma forma, ela já conhecia eles de vista. Eles praticamente têm a mesma idade, frequentavam os mesmos locais, dois deles estudavam no mesmo colégio dela. A gente não teve dificuldade de qualificar e identificar esses criminosos. Com todos eles identificados, imediatamente representamos pela prisão e pela busca e apreensão. Eu tinha muito interesse em avançar com a investigação, colhendo os aparelhos celulares. Isso foi para o plantão judiciário, que entendeu que não era caso de plantão e decidiu redistribuir o feito. Foi quando a gente teve esse lapso entre o fim da investigação e a decretação da prisão deles”, explicou.
Para o delegado, o crime foi planejado com cuidado pelo grupo. "Ela já conhecia esse adolescente infrator, tinha um relacionamento, confiava nele. Achando que ia se relacionar com ele, entrou no quarto, fecharam a porta, mas não trancaram, e ela foi surpreendida pela entrada de quatro adultos. Uma adolescente trancada em um quarto com cinco homens. A gente tem encarado isso como uma emboscada muito bem planejada”, afirmou.
Nesta terça-feira, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se entregaram à Polícia Civil. Segundo o delegado, nenhum dos dois quis dar depoimento e se mantiveram calados por orientação dos advogados. Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin continuam foragidos.
Vitor Hugo é filho do subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio, José Carlos Simonin. De acordo com a pasta, ele será exonerado do cargo ainda nesta terça-feira.





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