Todos os quatro procurados pelo estupro coletivo estão presosDivulgação / Disque Denúncia

Rio - Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, investigado por participação no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na Zona Sul, se entregou, no início da tarde desta quarta-feira (4), na 54ª DP (Belford Roxo), na Baixada Fluminense. Ele foi o quarto e último suspeito de envolvimento no crime preso.
A investigação da 12ª DP (Copacabana) identificou e indiciou quatro jovem, além de um adolescente, pelo abuso de uma menina de 17 anos. A delegacia representou pela prisão dos homens, que responderão por estupro, e pela apreensão do adolescente, por ato infracional análogo ao mesmo crime.
A delegacia apurou que, em janeiro deste ano, a vítima recebeu uma mensagem de um aluno da sua escola a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente insinuou que fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela.
Segundo a Polícia Civil, no interior do imóvel, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, eles passaram a tirar a roupa e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela.
Os jovens foram identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19; e João Gabriel Xavier Bertho, também 19. Os dois primeiros se entregaram nesta quarta. Já os dois últimos se apresentaram nesta terça-feira (3).
Sobre o adolescente, o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), contou que aguarda decisão da Justiça para apreendê-lo. "Nesse momento, ele não não é considerado foragido, porque são processos separados. Já pedimos a apreensão do menor", disse.
Jovem nega crime
Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, também se entregou nesta quarta-feira (4). O advogado Ângelo Máximo, que representa o jovem, afirmou que ele negou participação no crime.
"Eu não acredito no ponto de conivência. O fato dele estar junto não quer dizer que praticou. Vitor nega qualquer fato de cometimento do crime. Ele fala que não participou do fato. O Vitor não tem como negar que esteve no apartamento, mas o crime ele nega", contou.
O suspeito ficou em silêncio nesta quarta na 12ª DP (Copacabana). Ele é filho de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Rio, exonerado nesta quarta. Em nota, a pasta informou que a medida foi adotada no âmbito administrativo, visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados.
Relembre o caso
O estupro coletivo teria acontecido na noite do dia 31 de janeiro, em Copacabana. Segundo a vítima, ela recebeu uma mensagem de um colega da escola, com quem já teve um relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o rapaz insinuou que fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela.
No interior do apartamento, ela foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Câmeras de segurança mostraram a chegada dos jovens ao apartamento e a saída deles, pouco depois de 1h.
Na última segunda-feira (2), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) informou que suspendeu Bruno por 120 dias. O Colégio Pedro II, do Campos Humaitá II, expulsou Vitor Hugo, Mattheus e o adolescente, enquanto o Serrano Football Club afastou João Gabriel.
O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), em decisão do desembargador Luiz Noronha Dantas, negou os habeas corpus pedidos por três dos quatro investigados. O processo corre em segredo de Justiça e não há informação sobre quais foragidos entraram com pedido.