Agentes da Seop e do IVISA-Rio multaram a clínica Emagrecentro, em BonsucessoAllan Kardec / Seop
Clínica em Bonsucesso é multada em mais de 4 mil reais, por uso irregular de Mounjaro
Frascos estavam sem data da abertura, identificação dos pacientes, e fora da refrigeração correta, segundo a Seop
Rio – Equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Ivisa-Rio multaram a clínica Emagrecentro, em Bonsucesso, Zona Norte, por uma série de irregularidades identificadas na manipulação e no armazenamento da Tirzepatida, popularmente comercializada como Mounjaro, na manhã desta terça-feira (3).
De acordo com a Secretaria, os agentes começaram a fiscalização depois de receberem denúncias anônimas acusando o estabelecimento de estar fornecendo a substância com procedência duvidosa e cometendo exercício ilegal da profissão.
Na unidade, eles identificaram um frasco do remédio manipulado pela empresa Gran Farma, que, segundo a Seop, não possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para manipular estéreis. Além disso, os medicamentos estavam armazenados sem a data de abertura, sem a identificação do paciente, e com a temperatura em 17,5°C, enquanto a faixa ideal de refrigeração é entre 2°C e 8°C.
Diante da situação, a Seop multou a clínica em aproximadamente R$ 4.500 e afirmou que o local precisa se adequar imediatamente às irregularidades apontadas no alvará para que possa voltar a atuar.
A pasta informou ainda que novas fiscalizações serão feitas nos próximos dias em clínicas e centros de estética na capital fluminense. As datas, no entanto, não foram divulgadas.
Procurada pelo DIA para comentar as irregularidades, a Gran Farma disse, por meio de uma nota, que "segue rigorosamente a RDC 67/2007 e a Norma Técnica 200/2025 da Anvisa, cumprindo todas as exigências regulatórias aplicáveis".
A rede Emagrecentro, por sua vez, reconheceu que a unidade de Bonsucesso recebeu uma autuação quanto à temperatura da substância, e informou também que o local não precisou ser interditado.
“É necessário ressaltar que não houve interdição da unidade, que segue funcionando normalmente, e ficou comprovado que os profissionais da clínica estão devidamente habilitados para o atendimento. O que a ação da vigilância sanitária pontuou foram divergências burocráticas entre os números CNAES e as atividades cadastradas no órgão municipal, o que será solucionado por meio de requerimento administrativo”, concluiu a nota.
*Reportagem da estagiária Ágatha Araújo, sob supervisão de Raphael Perucci




Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.