Pai das vítimas, Adeílson Jarbas Cabral, detalhou que Cíntia não tinha um relacionamento bom com os filhos Reprodução
De acordo com o vendedor de livros, Cíntia não tinha um relacionamento bom com Fernanda e Bruno antes da morte da jovem, de 22 anos, e o envenenamento do adolescente, com 16 anos na época, em março de 2022.
"Eu e minha filha sempre tivemos sentimento de amor, ela era minha querida e isso incomodava a Cíntia”, afirmou ele, que disse ter tido um bom relacionamento com os filhos da ex-mulher. “Nós vivíamos como uma família, o problema era da Cíntia com os meus filhos".
De acordo com Adeílson, depois que Bruno saiu da casa dele, após comer o feijão supostamente envenenado com chumbinho, Cíntia sugeriu que eles fossem tomar um chopp em um bar na região conhecida como Ponto Chic, em Padre Miguel, na Zona Oeste.
“A Cíntia me chamou para tomar um chopp no Ponto Chic. Foi quando a mãe do Bruno me ligou dizendo que ele estava passando mal. Quando chegamos no hospital, já falamos que ele comeu alguma coisa estranha e o médico foi na direção certa e limparam o estômago do meu filho”, relatou.
Segundo Adeílson, após Bruno passar mal, da mesma forma como aconteceu com Fernanda poucos meses antes, foi que ele suspeitou da hipótese de envenenamento.
"Não é normal. Dois filhos meus. Não e normal uma jovem de 22 anos, que se alimentava bem, e um jovem de 16 anos ficarem daquele jeito. O Bruno eu vi comendo. A Fernanda eu não vi", afirmou.
Ele contou que, na volta do hospital para casa, questionou se Cíntia havia feito algo com os filhos dele, mas ela negou. "Ela não tinha o costume de montar os pratos. Nesse dia ela fez questão de fazer o do Bruno", recordou.
Emocionado ao falar sobre a filha, Adeílson contou que Fernanda era apaixonada pelo trabalho, que fazia ao lado do pai.
A sessão anterior foi suspensa após os advogados de defesa abandonarem o plenário, o que a Justiça classificou como uma "tática processual contra a dignidade da Justiça". Pelo abandono, a defesa foi multada em 10 salários mínimos e condenada a arcar com os custos logísticos da sessão perdida. Cíntia Mariano permanece presa e responde por homicídio qualificado e tentativa de homicídio

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