Família alega que Moïse Kabagambe foi espancado e morto por cobrar diárias de trabalho atrasadasReprodução TV Globo
Imagens das câmeras de segurança do quiosque registraram toda a ação e chocaram o país. Em um dos momentos mais marcantes, dois dos acusados aparecem posando para uma foto ao lado da vítima desacordada, fazendo um gesto de descontração, o que evidenciou a frieza dos envolvidos.
Brendon é o último dos três denunciados como executor a ser julgado. Em março de 2025, os outros dois réus, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam 40 anos de prisão em regime fechado. Na ocasião, o Conselho de Sentença acolheu a denúncia do MPRJ, reconhecendo que o crime foi cometido por motivo banal, com extrema crueldade e sem possibilidade de defesa para a vítima. Já Brendon não foi julgado na época porque a defesa do réu recorreu e o nome dele foi desmembrado do processo originário.
O trio alegou, na época, que o ataque teria começado após o congolês, supostamente embriagado, tentar pegar uma cerveja da geladeira do quiosque de onde havia sido dispensado cinco dias antes. A morte de Moïse Kabagambe teve grande repercussão nacional e internacional, gerando protestos e debates sobre racismo, violência e exploração de trabalhadores, especialmente imigrantes e refugiados.



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