Movimentação do Santuário Arquidiocesano de Santa Rita, onde haverá a festa pelo dia da santa nesta sexta (22) Reginaldo Pimenta/O DIA

O Santuário de Santa Rita de Cássia, no Centro Histórico do Rio, realiza nesta sexta-feira (22) a tradicional festa em homenagem à santa das causas impossíveis, com uma programação especial que inclui 12 missas ao longo do dia, bênção das rosas e celebrações presididas por autoridades da Igreja Católica.


A programação começa logo às 6h da manhã com o toque de alvorada executado pelo corneteiro Subtenente Milton, do Corpo de Bombeiros. A primeira missa será celebrada pelo bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio, Dom Antônio Catelan. Já às 10h, acontece a Missa Solene presidida pelo cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, seguida da tradicional bênção das rosas, um dos momentos mais aguardados pelos fiéis.

Ao meio-dia, a celebração será conduzida pelo reitor do santuário, padre Wagner Toledo. As missas continuam durante toda a tarde, incluindo a celebração das 15h, presidida por Dom Roque Costa, bispo da área vicarial urbana. O encerramento acontece às 19h, com o Te Deum, grande ação de graças, presidido por Dom Jeremias de Jesus, também acompanhado da bênção das rosas.

A procissão de Santa Rita, tradicionalmente realizada durante a festa, acontecerá neste domingo durante a solenidade do Divino Espírito Santo. A programação dominical contará com missas às 7h e 9h, seguidas da procissão pelas ruas do Centro Histórico.

Segundo o padre e reitor do Santuário de Santa Rita, Wagner Toledo, a celebração deste ano ganha um significado ainda mais especial porque o templo completa um ano desde que recebeu oficialmente o título de santuário.

“O primeiro templo do mundo fora da Itália dedicado a Santa Rita foi justamente o do Rio de Janeiro. Nós já estamos com 316 anos de novena e festa. É uma história muito bonita e marcada pela fé do povo”, destacou o religioso.

O reitor também lembrou a importância histórica e social da igreja ao longo dos séculos. De acordo com ele, desde as origens do templo, o local foi responsável por acolher e dar sepultura a pessoas escravizadas que morriam durante a travessia do Atlântico.

“A Igreja de Santa Rita tinha a missão de cuidar dos escravizados mortos durante a travessia. Por isso, o Largo de Santa Rita guarda até hoje marcas desse campo santo. Desde o início, o espaço reunia pessoas de todas as classes sociais, dos nobres aos escravizados, em torno da devoção à santa”, explicou.

Padre Wagner afirmou ainda que as reflexões das missas deste ano estarão ligadas ao tema jubilar vivido pela Arquidiocese do Rio, inspirado na confiança e na esperança.

“A mensagem principal é mostrar que, na confiança em Deus, florescem os milagres. Santa Rita viveu dores, perdas e sofrimentos, mas nunca permitiu que isso fosse maior que a fé. É esse testemunho que queremos transmitir aos milhares de fiéis que passarão pelo santuário”, afirmou.

A presidente da associação da irmandade de Santa Rita, Cristina Gama, ressaltou a importância da data para os devotos.

“Esta festa é muito importante porque estamos celebrando um ano na condição de Santuário. É um momento que enche de orgulho e gratidão os devotos e paroquianos. Santa Rita é conhecida como protetora e advogada das causas impossíveis, e seus milagres aparecem nos depoimentos, nas placas colocadas no altar e nos pedidos de ação de graças das missas”, disse.

O Santuário de Santa Rita fica no Largo de Santa Rita, no Centro do Rio, e deve receber milhares de fiéis durante toda a programação religiosa.