Velório do PM Fábio Andrade Gonçalves Salles, no Cemitério Jardim da Saudade, em SulacapÉrica Martin/Agência O Dia
"Ele comprou esse sítio e foi para Cachoeiras de Macacu e esse crime aconteceu na inauguração de um bar. A pessoa ficou discutindo por causa de terra, de pedaços de terra. Daí veio esse desentendimento e o cara enfiou a faca nele. Foi por causa do sítio que ele comprou. E ele sempre foi tranquilo. Eu tinha falado com ele naquele mesmo dia, quer dizer, no sábado de madrugada. A gente estava conversando, ele estava bem. Horas depois, isso aconteceu", lembra a servidora pública. Essa é uma das linhas de investigação apuradas pela Polícia Civil. Durante a discussão, o homem que teria iniciado a briga foi baleado pelo major e também morreu no local.
Andrea descreveu o ex-marido como uma pessoa íntegra, pacífica e sempre disposta a ajudar os outros. Embora estivessem separados há oito anos, os dois mantinham um bom relacionamento e conversavam diariamente.
"Ele tinha um bom relacionamento comigo. Ia no meu trabalho, no Palácio Guanabara, e a gente almoçava junto. Foi um baque, uma perda total. Estou em choque, sem chão. Não consigo chorar, não consigo acreditar. A ficha ainda não caiu. Eu o vi tão lindo agora, ali, fardado no caixão, que achei que fosse mentira e que ele ainda estivesse vivo", lamentou a ex-companheira.
Fábio Andrade era lotado na Coordenadoria do Programa Estadual de Integração na Segurança (CPROEIS) e deixa uma filha de 22 anos, fruto de outro relacionamento. Nas redes sociais, a Coordenaria lamentou a perda do policial. Confira abaixo:














Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.