Vítima brincava em parquinho perto de casa quando foi atingidaReprodução/TV Globo
"A morte de B. soma-se à de outras duas crianças que perderam a vida este ano na Região Metropolitana do Rio de Janeiro em circunstâncias semelhantes. Desde 2007, quando o Rio de Paz iniciou o levantamento desses casos, 125 crianças foram mortas por arma de fogo na Região Metropolitana. A maioria delas teve a vida interrompida por balas perdidas".
"Por trás desses números há famílias devastadas, sonhos destruídos e infâncias roubadas. Em sua maioria, as vítimas são crianças pobres, moradoras de comunidades, atingidas em confrontos envolvendo criminosos, operações policiais ou disputas armadas entre facções. A autoria dos crimes raramente é elucidada", continuou.
"O Rio de Paz tem afirmado ao longo dos anos que a morte de uma criança por bala perdida representa uma das faces mais hediondas da violência. Trata-se de um retrato doloroso do fracasso da sociedade e, sobretudo, do poder público em garantir aquilo que é mais básico: o direito à vida".
"É inadmissível que crianças não possam brincar, estudar, caminhar pelas ruas ou permanecer em suas próprias casas sem correr o risco de serem atingidas por disparos. Nenhuma sociedade pode considerar normal que meninos e meninas cresçam sob o som dos tiros e sob a ameaça permanente da morte", afirmou Antônio.
"Diante de mais essa tragédia, o Rio de Paz cobra do Governo do Estado do Rio de Janeiro a apresentação pública de um plano de segurança acompanhado de metas claras, indicadores objetivos e cronograma de execução. A população tem o direito de saber quais medidas serão adotadas para reduzir a violência armada, quais resultados se pretende alcançar e em que prazo esses resultados deverão aparecer".
"Expressamos nossa solidariedade aos familiares e amigos de B. C. P. B. Compartilhamos sua dor e renovamos nosso compromisso de manter viva a memória de cada criança vítima da violência armada. Nenhuma criança deveria morrer dessa forma", finalizou o fundador da ONG.

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