Operações da Light identificaram milhares de irregularidades em residências e comércios e resultaram em 37 prisões em flagrante durante o mês de maioDivulgação Light

Rio - A Light identificou 4.617 irregularidades no consumo de energia elétrica durante fiscalizações realizadas ao longo do mês de maio em bairros na Zona Norte e Sudoeste. As ações resultaram em 37 prisões em flagrante, além de 47 conduções a delegacias e o registro do mesmo número de ocorrências policiais.
Segundo a empresa, as vistorias flagraram ligações clandestinas e sistemas de medição adulterados tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais, incluindo restaurantes, mercados e outros negócios de grande porte. As blitze ocorreram em diferentes regiões atendidas pela distribuidora, com destaque para bairros como Vargem Grande, Marechal Hermes e Coelho Neto.
Os procedimentos permitiram recuperar 6,718 gigawatts-hora (GWh) de energia, volume suficiente para abastecer cerca de 33,5 mil residências durante um mês.
Os números refletem um problema que continua impactando diretamente o sistema elétrico. Conforme a concessionária, os chamados "gatos" provocam sobrecarga na rede, aumentam o risco de interrupções no fornecimento e geram prejuízos estimados em R$ 1,3 bilhão por ano.
Ao longo de 2025 e nos quatro primeiros meses de 2026, foram regularizadas quase 3.500 ligações clandestinas e corrigidas mais de 140 mil instalações irregulares em imóveis. No período, recuperou-se cerca de 250 GWh de energia, quantidade capaz de abastecer aproximadamente 82 mil residências por um ano.
A Light estima que, para cada 100 clientes que pagam regularmente pela conta, outros 36 realizam algum tipo de furto de energia, o que encarece os custos operacionais e afeta a qualidade do serviço prestado.
O furto de energia é crime previsto no Código Penal. A concessionária mantém parceria com o Disque-Denúncia para receber informações anônimas sobre ligações clandestinas e fraudes no sistema.