Grevistas da Uerj cobram investimentos e fim do impasse Leonardo Brito/Agência O Dia

Rio -  A Comissão de Negociação do Comando Unificado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) se reuniu, nesta terça-feira (2), com a equipe técnica da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para apresentar a pauta mínima da categoria e negociar o fim da greve, iniciada há dois meses.
Antes do encontro, servidores, estudantes e representantes da reitoria realizaram um ato público em frente à sede do Tribunal de Justiça do Rio, na Rua Erasmo Braga, no Centro. Os manifestantes levaram bandeiras e faixas criticando a demora nas negociações e defenderam mais investimentos na universidade, considerada uma das principais instituições públicas de ensino superior do estado.

Além de manter a paralisação, a Assembleia Docente realizada na última quinta-feira (28) aprovou uma pauta mínima para as negociações com o governo estadual. O documento reúne quatro reivindicações principais: recomposição salarial, adicional por tempo e desempenho, orçamento e auxílios.

A criação de um adicional por tempo e desempenho, que compensaria a quebra de isonomia provocada pela Lei Complementar nº 194/2021, é considerada uma das principais demandas do movimento grevista.

Segundo a Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), a legislação, sancionada em outubro de 2021, extinguiu os triênios para servidores civis e militares que ingressaram no serviço público estadual após a entrada em vigor da norma.

Reunião com o governo

No dia 8 de maio, representantes dos docentes e técnicos da universidade participaram de uma reunião com o governador em exercício, Ricardo Couto, para discutir as reivindicações da greve, que afeta a Uerj desde março. O encontro aconteceu na sede do Tribunal de Justiça.

Na ocasião, segundo José Rodolfo, um dos representantes do movimento grevista, o governo estadual se comprometeu a ampliar o auxílio-alimentação pago aos servidores e informou que realizava estudos para apresentar, em até duas semanas, uma resposta sobre as parcelas pendentes da recomposição salarial reivindicada pelas categorias.
Paralisação 
A paralisação envolve docentes e técnicos administrativos da Uerj, que cobram medidas contra a precarização das condições de trabalho nos campi da instituição. As categorias afirmam que acumulam perdas salariais ao longo dos últimos anos e apontam defasagem em relação à inflação, além do descumprimento de acordos firmados anteriormente com o governo estadual.