Manifestantes fizeram um protesto em frente ao TJRJ, nesta quinta-feira (2)Reprodução/Arquivo pessoal

Rio - Os trabalhadores do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia marcaram uma nova assembleia para a próxima segunda-feira (6), às 10h, para definir os próximos passos do estado de greve, instaurado após atrasos no pagamento.
“Temos uma outra assembleia, segunda-feira às 10 h, para decidir sobre a permanência do estado de greve e se realmente a gente vai entrar em greve. Mas que não seja necessário isso, que até lá a gente tenha respostas”, afirma ao DIA o fundador do Fórum de Trabalhadores do Programa Rio Sem LGBTIfobia, Théo Silveira.
Nesta quinta-feira (2), os profissionais realizaram um protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), cobrando uma solução para os vencimentos pendentes e mais transparência sobre o futuro do programa.
O movimento garantiu a abertura de um diálogo institucional com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, que publicou, no Diário Oficial desta sexta-feira (3), uma Resolução Conjunta que descentraliza a execução orçamentária para a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Esta é a primeira liberação de recursos para o pagamento dos salários atrasados.
Na publicação, consta o valor de R$ 3,35 milhões. Segundo Théo, o dinheiro é suficiente para pagar os 30% faltantes e os atrasados, mas os trabalhadores agora pedem respostas sobre a continuidade do programa. A promessa é de que os pagamentos sejam feitos até a próxima quarta-feira (8).
“A Uerj agora é responsável por esse pagamento. A gente consegue acertar. O que precisamos realmente é de uma resposta sobre como vai ser a continuidade do programa. A pressão e a mobilização continuam para que a gente tenha uma resposta sobre a forma como vai ser tocado o programa, se a gente continua na Uerj, se a gente vai para uma OS ou se nossos cargos vão passar a ser internalizados dentro da própria secretaria”, explica.
Criado em 2021, o Programa Rio Sem LGBTIfobia oferece serviços de acolhimento social, orientação jurídica, atendimento psicológico e acompanhamento de vítimas de violência, além de atuar em ações de promoção de direitos e combate à discriminação. Atualmente, a iniciativa conta com mais de 300 profissionais distribuídos em mais de 20 unidades espalhadas pelo estado.