Assembleia dos rodoviários no RioReprodução/Redes sociais
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, a flexibilização demonstra que os trabalhadores não buscam radicalizar o movimento, mas sim alcançar uma proposta considerada justa.
"Os rodoviários mantiveram o estado de greve, mas fizeram a flexibilização no valor do reajuste de 17% para 12%, parcelado em duas vezes, sendo 6% agora e 6% em novembro. É uma sinalização da categoria de que não tem radicalização da nossa parte. O que a gente quer é reconhecimento", afirmou.
Além do reajuste salarial, os trabalhadores mantêm outras reivindicações consideradas prioritárias. Entre elas estão o tíquete-alimentação de R$ 1 mil, o pagamento da indenização referente ao intervalo para refeição não concedido ou não remunerado corretamente, melhorias nas condições de trabalho e a ampliação da assistência médica.
Outro ponto de tensão envolve os profissionais que atuam no sistema BRT. O sindicato critica a manutenção de contratos temporários e defende a contratação dos trabalhadores pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A categoria também reclama de problemas estruturais enfrentados diariamente, como a falta de banheiros, locais adequados para alimentação e acesso à água potável em terminais e pontos finais.
Durante a plenária, diversos trabalhadores defenderam a continuidade da mobilização e ressaltaram a importância histórica do movimento. Apesar da insatisfação com a proposta patronal, a assembleia optou por aguardar uma nova audiência marcada para quarta-feira (8), às 11h, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando representantes dos trabalhadores e das empresas voltarão à mesa de negociação.

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