Segundo a investigação, o grupo utilizava falsos anúncios de venda de veículos para atrair as vítimas Reprodução

Rio - Uma organização criminosa vinculada ao Terceiro Comando Puro (TCP) foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por movimentar mais de R$ 3 milhões com sequestros-relâmpagos. Ao todo, 26 integrantes do esquema tornaram-se réus na ação penal movida pelo MP. Segundo a investigação, o grupo utilizava falsos anúncios de venda de veículos para atrair as vítimas e cometer os crimes.
Foram denunciados: Íris Maurício da Silva Almeida, Vilmara de Morais, Leonardo Pereira Jardim Rocha, Guilherme Pinheiro Arantes, Letícia Bahiense Madeira Pinheiro, Matheus Murilo dos Santos, Carlos Adriano Detrine Pereira, Renato Detrine Pereira, Manoel Araguyra Oliveira dos Santos, João Pedro Corrêa Gomes Lima, Jobson da Silva Santos, Jaci Rosa, Luiz Roberto Ferreira Vicente, Victor Bauer de Andrade, Grasiele Soares de Sá, Geovane Marçal Airoza da Silva, Charles da Silva Teodoro, Jhonatan Luiz Leite Martins, Jhonatan Renan Vieira Campelo Duarte, Tifâny Karla do Nascimento (cujo nome também aparece grafado como Tifany na denúncia), Thaynara Pereira Pinto, Ailton Adolfo de Jesus, Mayra do Carmo Carioca Silva, Savio Rodrigues de Almeida, Wanderson Tecla da Silva e Yasmin Oliveira de Carvalho.
Além das denúncias, o Ministério Público obteve na Justiça a autorização para o cumprimento de duas prisões preventivas, 36 mandados de busca e apreensão e o bloqueio judicial de R$ 5.071.901,91 nas contas dos investigados. As medidas foram determinadas pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, a pedido do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).
Falsos anúncios eram usados para atrair vítimas

A investigação teve início em 2022 e apontou que os criminosos publicavam anúncios falsos de veículos em redes sociais. As vítimas interessadas na compra eram atraídas para pontos de encontro e, segundo o MPRJ, acabavam submetidas a sequestros-relâmpagos e extorsões. Parte dos valores extorquidos era transferida por meio do Pix.

A apuração já havia resultado, em junho de 2023, na prisão de 54 pessoas investigadas por crimes como roubo majorado, sequestro-relâmpago e extorsão mediante sequestro.

Na nova denúncia, o Gaeco aponta Iris Maurício da Silva Almeida como o responsável por liderar o núcleo financeiro da organização criminosa, atuando na gestão e na movimentação dos valores obtidos com os golpes. Já Vilmara de Morais também foi denunciada por ceder contas bancárias utilizadas para ocultar e lavar os recursos provenientes das atividades ilícitas.
A reportagem O DIA não localizou as defesas dos denunciados. O espaço segue aberto.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Marlucio Luna