Casa onde viveu o compositor agora é patrimônio do RioReprodução

Rio - A Prefeitura do Rio instalou, neste domingo (23), uma placa oficial de patrimônio cultural na antiga residência de Donga, no Maracanã. O imóvel, localizado na Rua Almirante João Cândido Brasil, na Aldeia Campista, foi a casa do compositor por cerca de 40 anos e agora integra o Circuito da Igualdade Racial.
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A homenagem foi realizada pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) em parceria com o projeto NegroMuro e apoio da Secretaria Municipal de Cultura. Donga foi um dos autores de "Pelo Telefone", considerado o primeiro samba gravado do Brasil.
Placa com reconhecimento e homenagem ao sambista  - Reprodução
Placa com reconhecimento e homenagem ao sambista Reprodução


Esta é a terceira placa instalada pelo circuito, que busca valorizar a contribuição da população negra para a formação cultural, artística, científica e social da cidade.

Segundo a presidente do IRPH, Laura Di Blasi, a iniciativa procura ampliar a visibilidade de personagens fundamentais para a história carioca. A primeira homenagem do projeto foi dedicada à bailarina e coreógrafa Mercedes Batista, em Santa Teresa. A segunda reconheceu o legado do músico Wilson das Neves, na Ilha do Governador.

As próximas placas serão instaladas na Penha, na antiga residência do sambista Beto Sem Braço, histórico compositor do Império Serrano e em Botafogo, na casa onde viveu o médico e psiquiatra Juliano Moreira.

O Circuito da Igualdade Racial pretende transformar esses locais em pontos de memória, reforçando a presença e a importância de personalidades negras na construção da identidade do Rio de Janeiro.
Quem foi Donga
Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga (1890-1974), foi um compositor, violonista e sambista carioca considerado uma das figuras mais importantes da história da música popular brasileira. Nascido na região central do Rio de Janeiro, frequentou as tradicionais rodas de samba da casa da Tia Ciata, na Praça Onze, ambiente que ajudou a moldar o gênero.
Donga entrou para a história por registrar, em 1916, a música "Pelo Telefone", considerada o primeiro samba gravado e lançado no Brasil. Embora haja debates sobre a autoria coletiva da composição, o registro consolidou seu nome como um dos pioneiros do samba e abriu caminho para a consolidação do gênero como uma das maiores expressões culturais do país.