Rafael Pacheco da Silva, morto durante um confronto em ItaguaíReprodução

Rio – A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga a morte de Rafael Pacheco da Silva, de 31 anos, ocorrida durante uma operação da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco), na manhã de quarta-feira (26), em Chaperó, Itaguaí, na Baixada Fluminense. Ele teria sido vítima de uma bala perdida no meio do confronto.
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Montador de móveis e pedreiro, Rafael foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste, mas já chegou à unidade sem vida. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Campo Grande.
A irmã dele, Nailen Pacheco Barbosa, afirmou que Rafael foi atingido por mais de um disparo e que moradores presenciaram a ação.

“Meu irmão foi vítima de bala perdida, meu irmão foi assassinado. Até agora ninguém procurou a gente para dar esclarecimentos. Não foi um tiro só. Meu irmão tomou um tiro, tentou se levantar, como os moradores viram, e uma policial veio e deu outro tiro nele. Quando ele caiu, ainda chutou ele. Depois puxaram meu irmão pela perna, colocaram na caçamba de um carro como se ele fosse um lixo e levaram para um hospital mais distante.", declarou em entrevista ao RJ1.

A companheira da vítima, Ana Carolina de Paula, lamentou a morte e destacou o papel de Rafael na família.
“Ele era um homem muito bom para mim e para meus filhos”, disse.

Segundo os familiares, Rafael não tinha envolvimento com atividades criminosas e tentava apenas se proteger dos disparos quando foi atingido.

Operação mirava atuação de milicianos

De acordo com a Polícia Civil, equipes da Draco realizavam diligências de inteligência para investigar a atuação de milicianos na região quando foram atacadas por criminosos.

A corporação informou que houve troca de tiros e que um homem acabou ferido durante o confronto. Ainda segundo a polícia, a ação tinha caráter exclusivamente investigativo e de inteligência, sem atuação ostensiva, motivo pelo qual não havia previsão de utilização de câmeras corporais. Após a ocorrência, a DHBF assumiu a investigação para esclarecer a dinâmica dos fatos.

As armas utilizadas pelos policiais envolvidos serão submetidas à perícia. Testemunhas também estão sendo ouvidas pelos investigadores, que buscam determinar em quais circunstâncias Rafael foi atingido e se os disparos partiram dos agentes ou de criminosos envolvidos no confronto. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento.