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Douglas Ruas cita expansão do metrô e ocupação em sabatina do O DIA e Fecomércio Rj

Candidato ao governo do estado também abordou implementação de escolas cívicos-militares e ensino profissionalizante

O candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), defendeu ocupação em comunidades, implementação de escolas cívicos-militares, ensino profissionalizante e a criação da Linha 3 do metrô durante o segundo dia das sabatinas promovidas pelo O DIA e a Fecomércio RJ, em parceria institucional com a Firjan e a ACRJ, nesta quinta-feira (10).

Como policial civil e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), o candidato citou que a falta de segurança pública eleva o custo para empreender e afasta empresários que querem investir e gerar emprego no Rio.

“Hoje o estado do Rio incentiva o não combate ao crime organizado que pune administrativamente aqueles que verdadeiramente enfrentam o crime organizado, se um policial chegar em uma determinada localidade, for recebido a tiros e precisar revidar a injusta agressão para defender a sua vida ou de um cidadão de bem, ele perde o bônus, a gratificação e isso entra para estatística de violência do batalhão. Nós vamos fazer essa correção e criar um outro indicador, que esse sim vai nortear as diretrizes da Segurança Pública do Rio, que é a retomada dos territórios”, disse.

Douglas Ruas destacou que pretende entregar a segurança para os comandantes do batalhão e aos delegados de polícia, que terão que garantir o direito de ir e vir do cidadão em suas respectivas áreas de atuação.

O candidato frisou ainda que a maioria dos crimes cometidos no estado estão relacionados ao domínio territorial dentro das comunidades.

“Se uma carga é roubada na Avenida Brasil, essa carga é levada para dentro de um território dominado por uma facção criminosa. Ninguém rouba um veículo e leva pra Copacabana ou Botafogo. O domínio territorial é que viabiliza todos esses delitos. Hoje, o empreender cobra um frete muito caro porque o seguro é caro, então atacando a origem do problema vamos conseguir reduzir esses números”, afirmou.

Ruas defende a ocupação de todas as regiões dominadas pelo crime organizado.

“O que o morador deseja é ter o mesmo direito de quem mora na Zona Sul, de abrir sua janela e ver uma viatura mantendo a segurança e não fazendo operações pontuais. No meu governo, onde o estado entrar, ele vai ficar, e vamos levar também saúde e educação”, relatou.

Educação

Em seu governo, Ruas pretende implementar escolas profissionalizantes, além do ensino integral em 30% da rede estadual nos próximos quatro anos.

“Quero trazer já para o primeiro ano do ensino médio a qualificação profissional na sala de aula. Quero pegar a mão dos nossos jovens e mostrar que existe um caminho de prosperidade e esse caminho é através da qualificação, quero que eles saem da escola com um diploma e prontos para o mercado de trabalho e quero fazer isso com muito diálogo com os setores econômicos”, destacou

Além disso, o candidato também comentou sobre a criação de um escolas cívicos-militares.

“São militares da reserva que atuam para impor disciplina e respeito ao professor, mas quero fazer essa implementação com diálogo, franqueado a visita de pais de alunos e professores em unidades já existentes”, ressaltou.

Transporte

Douglas Ruas frisou a importância da criação da Linha 3 do metrô, prevista para ir até Itaboraí, passando por Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana.

“Quando a gente fala de mobilidade urbana a gente fala diretamente da qualidade de vida do cidadão, a gente pode devolver uma hora para esse cidadão passar mais tempo com a família, ir a academia e outros. Eu quero um planejamento a ser seguido para a Linha 3 do metrô, vi nos próximos 20 anos políticos prometerem isso e o povo nem acredita mais, o único que deu o primeiro passo foi o Flávio Bolsonaro que investiu na UFRJ, que é quem vai planejar”, contou.

Segundo o candidato, a previsão é que o projeto fique pronto até dezembro de 2027.

“Precisamos de recursos na União para tirar do papel essa obra e eu quero ano que vem firmar uma parceria com a UFRJ para esse planejamento do estado. Essa Linha 3 vai até Itaboraí passando por Niterói e São Gonçalo. Esse projeto vai estar pronto em dezembro de 2027 e diante disso é que precisam sentar à mesa governo do estado, a União e quem sabe a iniciativa privada”, completou.
Turismo
Em relação ao turismo, Douglas destacou as belezas naturais do estado e defendeu investimentos em segurança e infraestrutura.
“Não podemos competir, temos que ganhar de goleada, porque temos o estado mais bonito do Brasil, somos ricos em belezas naturais, um povo acolhedor e volto a dizer: esse potencial está preso nas contas públicas. Quem está de férias e quer viajar quer levar sua família para um local seguro, então a estatística da violência é um entrave”, disse.
O candidato também citou precariedade nas estradas até determinados pontos turísticos.
“Temos roteiros que poucos lugares do mundo têm para oferecer, como a Serra-Mar. Em menos de duas horas, você sai do mar, da orla, e vai até a serra, e o turismo quer isso. Mas, para isso, a gente precisa levar segurança para todo o Rio. Também precisamos pensar em infraestrutura, porque esse trajeto também tem estradas em condições precárias. Então, temos investidores e empresários que, da porta do estabelecimento para dentro, sabem o que fazer, mas o estado tem que fazer sua parte e garantir infraestrutura e segurança pública”, acrescentou.
Concessionárias públicas
Sobre as concessionárias públicas, Douglas destacou que a população deve receber um serviço de qualidade.
“No meu governo, elas vão cumprir o contrato que elas assinaram. Hoje, eu recebo muitos investidores com negócio pronto, aguardando aumento de carga da energia elétrica ou aguardando o fornecimento de água potável. Elas (concessionárias) estão funcionando como um entrave para investidores. Eu não vou ficar de braços cruzados. A partir de janeiro, os contratos assinados serão cumpridos regularmente para garantir um bom serviço à população”, frisou.
Saúde
Em relação à saúde, o candidato pretende levar os serviços de saúde para mais perto da população, em vez de concentrar os tratamentos na capital.
“É inaceitável que o poder público obrigue as pessoas a se deslocar. Quero dar mais conforto às pessoas do interior e desafogar a capital. Vamos ver qual o tempo máximo que a pessoa fica nessa fila e, dependendo, vamos comprar um serviço na rede privada para atender a população que mais precisa”, afirmou.
No interior, a intenção também é criar escritórios regionais que facilitem questões burocráticas para os cidadãos.
“Hoje, o que o governo do estado faz é impor uma verdadeira peregrinação para tirar uma licença, e Bombeiros, INEA… Eu vou reunir tudo isso em um único balcão e criar um assento para cada município colocar seus órgãos licenciadores. Hoje, todas as atividades de grande impacto são licenciadas aqui na capital. Ou seja, um investidor do interior tem que vir aqui na capital, e eu vou dar autonomia para esses escritórios em cada região. O objetivo é desburocratizar a vida de quem acredita no RJ e deseja investir”, narrou.
Por fim, o candidato destacou que identificou muito desperdício de dinheiro público, que deverá ser direcionado à saúde.
“Tenho 37 anos e estou representando uma nova geração que cresceu ouvindo as promessas dos meus adversários. Eu converso com as pessoas e vejo um Rio que parece distante. Quero um Rio que um comerciante consiga abrir a sua porta sem ter medo, um trabalhador que consiga chegar a tempo no seu trabalho. O que o cidadão do estado do Rio precisa é ter a coragem de esquecer o passado e pensar em um caminho novo. A partir de janeiro do ano que vem, vamos declarar guerra ao crime organizado e devolver as ruas do Rio para o nosso povo, e isso vai gerar emprego e renda para nossa população. É dessa maneira que vamos trabalhar”, finalizou.
Ao O DIA, Douglas Ruas defendeu suas próprias convicções, afastando relação com o ex-governador Cláudio Castro.
“Eu tenho meu CPF, sou Douglas Ruas, tenho as minhas convicções e as minhas propostas claras. E a minha crítica que eu faço é não só ao ex-governador, mas a todos os outros que antecederam e tinham essas mesmas práticas. O que eu estou apresentando à população do estado do Rio de Janeiro é um compromisso de que o dinheiro pago pelo nosso contribuinte ele vai ser revertido em serviço público de qualidade. É inaceitável que se pegue o dinheiro do contribuinte para bancar whisky e cerveja para autoridades dentro de camarote público. Tudo aquilo com o dinheiro público do cidadão”, destacou.
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