Douglas Ruas (PL), Juliete Pantoja (UP), Cyro Garcia (PSTU) e Anthony Garotinho (Republicanos)Carlos Elias Junior/ Agência O Dia
Douglas Ruas (PL)
"Hoje o estado do Rio incentiva o não combate ao crime organizado que pune administrativamente aqueles que verdadeiramente enfrentam o crime organizado, se um policial chegar em uma determinada localidade, for recebido a tiros e precisar revidar a injusta agressão para defender a sua vida ou de um cidadão de bem, ele perde o bônus, a gratificação e isso entra para estatística de violência do batalhão. Nós vamos fazer essa correção e criar um outro indicador, que esse sim vai nortear as diretrizes da Segurança Pública do Rio, que é a retomada dos territórios", disse.
Douglas Ruas destacou que pretende entregar a segurança para os comandantes do batalhão e aos delegados de polícia, que terão que garantir o direito de ir e vir do cidadão em suas respectivas áreas de atuação.
Ruas defende a ocupação de todas as regiões dominadas pelo crime organizado. "O que o morador deseja é ter o mesmo direito de quem mora na Zona Sul, de abrir sua janela e ver uma viatura mantendo a segurança e não fazendo operações pontuais. No meu governo, onde o estado entrar, ele vai ficar, e vamos levar também saúde e educação", relatou.
Educação
Além disso, o candidato também comentou sobre a criação de um escolas cívicos-militares. "São militares da reserva que atuam para impor disciplina e respeito ao professor, mas quero fazer essa implementação com diálogo, franqueado a visita de pais de alunos e professores em unidades já existentes", ressaltou.
Transporte
Segundo o candidato, a previsão é que o projeto fique pronto até dezembro de 2027. "Precisamos de recursos na União para tirar do papel essa obra e eu quero ano que vem firmar uma parceria com a UFRJ para esse planejamento do estado. Essa Linha 3 vai até Itaboraí passando por Niterói e São Gonçalo. Esse projeto vai estar pronto em dezembro de 2027 e diante disso é que precisam sentar à mesa governo do estado, a União e quem sabe a iniciativa privada", completou.
Turismo
Concessionárias públicas
Saúde
Juliete Pantoja
Segurança pública
"Eu não me sinto segura no Rio de Janeiro, nem desde o ano passado, nem há cinco ou dez anos, e os únicos que propõem uma reformulação somos nós. Nós defendemos a desmilitarização das polícias e uma polícia comunitária. Defendemos a criação de conselhos comunitários e a humanização do processo de segurança dos guardas e da polícia, e não como é feito hoje. Ao longo dos últimos anos, o problema só aumentou, porque aumentou o número de policiais submetidos a condições ruins de trabalho e a operações que já demonstraram não ser a solução", disse.
Juliete afirmou ainda que todas as chacinas do Rio tiveram participação do Estado: "Vamos acabar com as operações criminosas, reformular essa polícia e transformá-la em uma polícia comunitária, com treinamentos diversos. Quem é que hoje sustenta essas máfias? A polícia, com seus armamentos, apenas fazendo essas operações que entram e deixam corpos estendidos no chão, não resolveu e não vai resolver."
Para a candidata, o crime organizado precisa ser desmantelado de outra forma, com investimentos em inteligência e cooperação com a Polícia Federal. "As armas e as drogas não são produzidas nas favelas; elas chegam lá através das fronteiras. Queremos fazer um processo invertendo a lógica de matança e investindo em inteligência. O crime hoje está dentro das políticas e nas instituições. Prova disso é que, quando houve a cassação de Castro, não havia mais ninguém na linha sucessória para assumir o governo. Queremos acabar com essa cabeça."
Para Juliete, o modelo de Polícia Militar é uma herança da ditadura militar. "Nós não achamos que essa política de Estado mínimo serve para o povo. Onde há ausência do Estado, o crime organizado se instala de uma forma que se mantém. Para combater isso, precisamos da presença de um Estado de verdade, e não é só com a polícia. Precisamos de uma política acompanhada de educação, profissionalização e de todos os serviços que sejam ofertados."
Educação
Ela também destacou a importância da criação de vagas em creches para facilitar a autonomia e a independência econômica das mulheres. A candidata reforçou ainda a necessidade de investimentos no ensino técnico, como na Faetec, além da oferta de serviços básicos em institutos federais, como o restaurante universitário.
"O Estado deve dar condições em parcerias federais, com as universidades e os IFs. A gente tem, por exemplo, escolas que não têm bandejão. Então, não adianta oferecer o ensino sem dar condições de permanência. O Estado pode garantir o bandejão e o passe livre intermodal para que os estudantes possam estar nessas escolas. O que acontece é que o Estado investe em qualquer outra coisa, naquilo que não vai resolver o problema. Podemos aprofundar."
Juliete afirmou também que assinou uma carta do Sindicato dos Trabalhadores da Uerj para garantir uma sede própria da universidade em Duque de Caxias.
Concessões
"Desde a privatização da Cedae, inclusive, pagamos uma das tarifas mais altas de água, e isso é falta de competência do Estado. Eu moro na Zona Norte e não só as tarifas aumentaram, como também aumentou a falta de água. Ou seja, o governo não gere absolutamente nada. A nossa principal prioridade é garantir que o povo tenha qualidade de vida e emprego, com salário digno, para que tenhamos um Estado máximo. Aqueles que só querem lucrar não vão ter vez", destacou.
Transporte e infraestrutura
Ela citou também melhorias que precisavam ser feitas em outras regiões do estado.
"Na Região dos Lagos, temos um turismo fortíssimo, mas lá existe um problema grave com saneamento e água. Inclusive, a água é tirada dos bairros pobres e oferecida aos bairros mais ricos. Vamos investir nessas obras de infraestrutura e beneficiar todos. Queremos levar ensino profissionalizante também para essas regiões, garantir faculdades nesses territórios e uma formação que garanta profissionais."
Ela destacou ainda um monopólio de serviços públicos que só prejudicam o trabalhador. "Temos concessões com empresas privadas, que só conseguem garantir o básico e em condições ruins. No interior, no Norte e Noroeste e na Região dos Lagos, existe um monopólio gigantesco de empresas com passagens caras, que o Estado tem que subsidiar para a população andar na cidade. Se não, não consegue. Então, por que não podemos estatizar e fazer uma administração direta, com tarifa zero? Os custos de bilhetagem não são altos. Se você tem um sistema integrado, conseguimos ter um transporte eficiente, garantindo um fundo estadual de mobilidade urbana."
Turismo
A candidata também criticou a associação do Rio ao turismo sexual e defendeu políticas de proteção às mulheres. "O RJ é visto como destino turístico e, às vezes, sexual, colocando as mulheres como mercadorias, e isso é uma coisa que temos que inverter. Nós estamos vivendo em um estado onde mulheres foram vítimas de feminicídio. Então, precisamos construir um estado onde as mulheres se sintam seguras."
Saúde pública
"A saúde não pode ser reduzida a uma mercadoria e, quando o Estado abre mão de gerir a saúde, ele está abrindo mão dela e transformando-a em uma mercadoria. Ela não vai para o usuário que precisa no hospital público; ela vai primeiro para a mão das OSs. E o que acontece são filas enormes para conseguir remédios básicos. Os médicos que atendem estão sobrecarregados porque faltam profissionais; faltam médicos e enfermeiros. A primeira coisa que vamos fazer é abrir concurso público para a área da saúde."
Ao O DIA, a candidata frisou que o Rio precisa romper com um modelo de governo marcado pela corrupção e pelo afastamento da população das decisões.
"Queremos ampliar o controle popular sobre o orçamento e as políticas públicas, fortalecer os serviços essenciais com mais concursos para saúde e educação, ampliar o ensino integral, investir no acolhimento e na proteção das mulheres vítimas de violência e garantir que todas as delegacias especializadas funcionem 24 horas", disse.
Ela voltou a destacar que pretende integrar o interior ao desenvolvimento do estado, enfrentando os monopólios do transporte, apoiando os pequenos produtores rurais e levando investimentos para quem mais precisa. "Nossa proposta é governar ouvindo a população e fazendo com que o povo participe efetivamente das decisões que impactam sua vida." afirmou.
Cyro Garcia
Saúde: fim das OSs e estatização de hospitais privados
"Organizações sociais, papel zero. As organizações sociais nada mais são do que antros de corrupção. Nós temos que acabar com as OSs, fazer concursos públicos para médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais da saúde", afirmou.
O candidato também defendeu a ampliação da estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), com a construção de hospitais e a reativação de unidades estaduais.
Outra proposta apresentada foi a estatização da rede privada de saúde. "Defendemos estatizar os hospitais privados ligados aos planos de saúde e colocá-los sob controle dos trabalhadores e dos usuários para ampliar a oferta de atendimento do SUS", declarou.
Cyro ainda afirmou que pretende acabar com as filas de regulação e ampliar o acesso aos serviços de saúde por meio do fortalecimento da rede pública.
Segurança: desmilitarização da PM e fim da guerra às drogas
Entre as propostas apresentadas estão a desmilitarização da Polícia Militar, a unificação das polícias Civil e Militar em uma única corporação e a eleição de comandantes e delegados. "Eu defendo a desmilitarização das PMs, com eleição de comandantes e delegados, e a formação de uma só polícia, com uma parte voltada ao policiamento ostensivo e outra à inteligência", afirmou.
Contra operações policiais em favelas
"Nós somos radicalmente contra as operações policiais nas favelas. Cada operação significa crianças sem aula, trabalhadores impedidos de sair de casa e pessoas sem acesso aos postos de saúde", afirmou.
Porém o candidato defendeu a ampliação da presença do Estado em áreas dominadas pelo crime organizado, com oferta de serviços públicos e combate às fontes de financiamento das organizações criminosas.
Transporte: reestatização de metrô, trens e barcas
O candidato também propôs a criação de uma empresa estadual de ônibus, expansão da malha metroviária para regiões como São Gonçalo, Itaboraí e Zona Oeste e a implantação gradual da tarifa zero.
Economia e tributação
"Temos que taxar os super-ricos e os grandes grupos econômicos. O pequeno empresário precisa de incentivo e de uma carga tributária menor", declarou.
O candidato também criticou benefícios fiscais concedidos por governos anteriores e defendeu a reestatização de empresas consideradas estratégicas, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Educação e geração de empregos
Segundo ele, essas medidas poderiam gerar empregos e estimular o desenvolvimento econômico em diferentes regiões do estado.
Conselhos populares e gestão
"Queremos deslocar o centro do poder para conselhos populares eleitos nos locais de trabalho, moradia, escolas e hospitais. A população precisa participar das decisões sobre orçamento e prioridades do Estado", afirmou.
Ao longo da sabatina, o candidato também abordou temas como turismo, agricultura familiar, mobilidade urbana, combate às desigualdades raciais e políticas voltadas para trabalhadores de aplicativos. Segundo o candidato do PSTU, seu programa de governo tem como eixo central a ampliação da participação popular nas decisões do Estado e a reversão de privatizações realizadas nas últimas décadas.
Cyro Garcia foi o terceiro entrevistado da série de sabatinas do projeto Rio em Frente, iniciativa promovida pelo jornal O DIA, pela Fecomércio RJ, com parceria institucional da Firjan e da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
O Rio em Frente reúne entrevistas com os candidatos ao Palácio Guanabara para discutir temas considerados estratégicos para o estado, como segurança, saúde, infraestrutura, geração de empregos, mobilidade e políticas sociais.
Cyro Garcia tem 71 anos, é ex-bancário, historiador, professor e militante socialista. Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com mestrado e doutorado em História pela Universidade Federa Fluminense, foi presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, participou da fundação do PT e da CUT nos anos 1980 e atualmente integra o PSTU, partido do qual é dirigente desde sua fundação, em 1994. Também exerceu mandato de deputado federal por dez meses, em 1993, como suplente de Jamil Haddad.
Anthony Garotinho
Ao falar sobre a necessidade de recuperar a capacidade de investimento do Estado, Garotinho recorreu a uma frase atribuída ao ex-deputado Ulysses Guimarães para definir o que considera um dos principais problemas da administração pública.
"A corrupção é o cupim da democracia. Ela vai corroendo tudo. Ela tira dinheiro do hospital, tira dinheiro da merenda escolar, tira dinheiro do aposentado. E você vai deixando aquilo acontecer e, quando percebe, o Estado está completamente comprometido", afirmou.
O ex-governador disse que o enfrentamento não ficaria restrito a servidores de menor escalão.
Segundo ele, eventuais irregularidades envolvendo integrantes do primeiro escalão também serão investigadas. "Eu vou cortar na carne. Não vou olhar se é secretário, se é alguém importante, se é alguém que tem influência política. Se tiver cometido corrupção, vai responder por isso", declarou.
A crítica à corrupção foi acompanhada de ataques à atual administração estadual. Garotinho afirmou que, na avaliação dele, o Estado do Rio teria sido capturado por interesses criminosos. A declaração foi feita como crítica política ao governo de Cláudio Castro.
"O Estado foi sequestrado por uma quadrilha. E quando você tem um Estado sequestrado, você não consegue fazer política pública de verdade, porque o dinheiro que deveria chegar na ponta fica pelo caminho", disse.
Segurança e retomada dos territórios
O candidato propôs a criação de uma nova força de ocupação, chamada por ele de "BOPE 2.0", com participação das polícias Militar e Civil. A estratégia também envolveria as Forças Armadas no entorno das áreas ocupadas e uma estrutura social responsável por levar serviços públicos aos moradores.
"Você não pode entrar numa comunidade só para trocar tiro. Você tem que entrar para ficar, tem que ocupar o território e devolver aquele território para o cidadão", afirmou.
Garotinho defendeu que a operação tenha duração inicial de três a quatro meses e, depois da saída das forças empregadas na ocupação, seja mantida pelas estruturas policiais locais.
Na avaliação dele, a maioria dos moradores das áreas dominadas pelo crime é vítima da situação. "Noventa por cento dos moradores são pessoas honestas, trabalhadoras, que querem viver em paz e estão sendo oprimidas pelo tráfico ou pela milícia. Essas pessoas não podem ser tratadas como inimigas", disse.
Questionado sobre como vai combater a corrupção dentro da polícia, o ex-governador também criticou o modelo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e afirmou que o combate ao crime precisa ocorrer simultaneamente dentro das forças de segurança.
"Não adianta você querer combater o crime organizado se você não combater também a corrupção dentro da polícia. Tem policial que está envolvido, tem gente que vende informação, tem gente que protege criminosos. Isso precisa acabar", declarou.
Saúde: fim das OSs
Ele criticou o modelo de contratação e afirmou que as OSs passaram a movimentar grandes volumes de dinheiro público, enquanto os trabalhadores ficaram sem os mesmos direitos dos servidores. "Eu sou contra OS na saúde. Eu acho que saúde é uma obrigação do Estado. Você não pode entregar um hospital para uma organização administrar, colocar quase um bilhão de reais de dinheiro público e depois não ter controle efetivo sobre aquilo", afirmou.
Ao tratar do assunto, Garotinho citou contratos da Prefeitura do Rio e criticou o que considera falta de transparência na utilização dos recursos.
Rio precisa depender menos do petróleo
"O petróleo acaba. A gente não pode construir um Estado dependendo eternamente de uma riqueza que é finita. O Rio precisa voltar a produzir, voltar a ter indústria, tecnologia, comércio e turismo", disse.
Ele também criticou a perda de empresas e atividades econômicas, especialmente na capital, e citou a saída de grandes companhias como um sinal de perda de competitividade.
Para Garotinho, segurança e desenvolvimento econômico estão diretamente ligados. "Quando você tem violência, você não perde só segurança. Você perde turista, perde hotel, perde restaurante, perde motorista de Uber, perde taxista, perde construção civil. A violência tem um impacto econômico enorme", afirmou.
'Superbarcas' para a Região Metropolitana
Uma das principais propostas apresentadas foi a criação de uma grande rede de transporte aquaviário, batizada por ele de "superbarcas", inspirada no modelo de Sydney, na Austrália.
A ideia é ampliar as ligações por embarcações entre municípios como Magé, Duque de Caxias, cidades da Baixada Fluminense, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Rio de Janeiro. "Por que a gente não usa a Baía de Guanabara como uma grande avenida? Você pode ter várias estações, vários pontos de embarque e desembarque e levar as pessoas de um lado para o outro sem elas ficarem duas, três horas dentro de um ônibus", afirmou.
Segundo o candidato, o sistema poderia custar menos do que grandes obras de expansão do metrô e reduzir o tempo de deslocamento dos trabalhadores.
Educação com tecnologia e inteligência artificial
O candidato defendeu ainda escolas com pelo menos seis horas de permanência diária e treinamento dos professores para lidar com as novas tecnologias.
Na sabatina, Garotinho resumiu o que considera o maior desafio de um eventual governo ao falar justamente do combate aos desvios dentro da máquina pública. "O maior desafio vai ser enquadrar os agentes públicos que promovem a corrupção. Porque você pode fazer o melhor projeto do mundo, mas se o dinheiro for desviado, ele não chega na população", afirmou.
Ao projetar o resultado que gostaria de entregar ao final de um eventual mandato, o ex-governador disse que pretende recuperar a capacidade de investimento do Estado, reduzir a dependência do petróleo, ampliar a atividade econômica e melhorar os índices de segurança.
"Eu quero que o povo do Rio volte a ter orgulho do seu estado. Quero que a gente possa olhar para trás e dizer que o Rio voltou a ser um estado seguro, desenvolvido e com capacidade de investir no seu próprio futuro", concluiu. Essa versão fica mais forte para publicação porque a corrupção aparece como fio condutor da entrevista, enquanto as demais propostas entram como desdobramentos do projeto de governo.
O Rio em Frente reúne entrevistas e sabatinas com candidatos ao Governo do Rio de Janeiro para discutir propostas e os principais desafios do estado em áreas como segurança, saúde, educação, infraestrutura, mobilidade, geração de empregos e políticas sociais.
Anthony Garotinho (Republicanos), tem 66 anos de idade. Natural de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, ele iniciou a carreira política como prefeito da cidade e foi eleito governador do Rio em 1998, cargo que exerceu entre 1999 e 2002.
Também foi deputado federal e secretário estadual de Segurança. Em 2002, disputou a Presidência da República e terminou em terceiro lugar. Em 2026, voltou a concorrer ao Governo do Rio.






























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