Um Estado eficiente não é apenas aquele que gasta menos, mas, também, aquele que sabe fiscalizar, investigar e afastar quem usa a estrutura pública para servir ao crime. Enxugar a máquina é importante; limpá-la, também. Como recuperar a confiança nas instituições quando elas próprias estão vulneráveis à infiltração criminosa?
O debate sobre as bets precisa ir além da discussão da proibição. O caminho não deveria ignorar nem a liberdade econômica nem a responsabilidade social: impostos, fiscalização e mecanismos eficazes contra o endividamento e a ludopatia precisam fazer parte dessa equação. O retorno para a sociedade precisa estar à altura do dinheiro que o setor movimenta.