Idosa foi agredida durante um roubo na Rua Venâncio Flores, no LeblonArquivo pessoal

Um criminoso baleou uma idosa de 80 anos durante um assalto na Rua Venâncio Flores, no Leblon, Zona Sul do Rio, na tarde desta quinta-feira (15). Imagens de câmeras de segurança de um prédio registraram toda a ação. A vítima caminhava pela calçada, na altura do número 410, quando o assaltante se aproximou e puxou a bolsa dela.
Veja o vídeo abaixo.
Em seguida, o criminoso derrubou a idosa e continuou tentando arrancar a bolsa de seu braço. Mesmo com a vítima caída no chão, ele insistiu no roubo e chegou a balear a idosa no pescoço, ombro e na mão.
Poucos segundos depois, três homens que estavam nas proximidades intervieram. O assaltante, então, saiu correndo, levando a bolsa da vítima. Na fuga, ele subiu na garupa de uma motocicleta, onde um comparsa o aguardava, e deixou o local.

Veja as imagens:


Equipes da Operação Segurança Presente do bairro chegaram em seguida e socorreram a idosa ao Hospital Municipal Miguel Couto, também localizado no Leblon. Segundo a direção da unidade, o estado de saúde dela é estável e que a paciente deixou o local com familiares, que optaram por levá-la para hospital conveniado ao seu plano de saúde.
Após o ocorrido, foi disparado alerta nas redes de comunicação da Polícia Militar e, em uma ação de cerco, equipes do 4º BPM (São Cristóvão) interceptaram a dupla no Túnel Rebouças, sentido Zona Norte. Ao avistarem os policiais, os criminosos fugiram, deixando para trás uma motocicleta roubada e dois celulares. Os materiais foram apresentados na 6ª DP (Cidade Nova).
Equipes da Operação Segurança Presente Base Leblon e do 23º BPM (Leblon) seguem realizando ações de varredura em busca dos envolvidos na ação.
O estudante de Direito Mateus Barreto, de 26 anos, passava pelo local no momento do assalto. Segundo ele, houve um barulho semelhante ao de um disparo de arma de fogo durante o assalto.
Ainda de acordo com o morador, a região é bastante tranquila e foi a primeira vez que presenciou um assalto naquela rua. "Estava voltando do mercado quando entrei no prédio e escutei um barulho alto, que imagino que tenha sido um tiro, além de gritos. Subi no prédio e vi que havia uma senhora sentada no chão, ferida, e muita gente ao redor. Depois de uns 15 minutos, uma ambulância apareceu e a levou", contou.
Uma foto obtida pelo Jornal O DIA mostra uma marca de sangue na calçada onde o crime aconteceu, indicando que a vítima teve ferimentos. 
O caso é investigado pela 14ª DP (Leblon). A motocicleta utilizada no crime foi apreendida e passará por perícia. Outras diligências estão em andamento para identificar a autoria do crime e esclarecer os fatos. 

Número de assaltos volta a crescer no Rio

A violência armada continua presente no cotidiano dos moradores da região metropolitana do Rio de Janeiro. Em setembro, 14 pessoas foram baleadas durante assaltos, cinco delas mortas e nove feridas. Na prática, uma pessoa foi atingida a tiros em um roubo a cada dois dias. Os dados são do relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado.
O número é 55,5% maior que o de setembro de 2025, quando nove pessoas foram baleadas em crimes do tipo, com cinco mortes e quatro feridos.
Um dos casos aconteceu no dia 30, na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste da capital. Um policial militar da reserva tomava café em um estabelecimento comercial quando foi abordado por dois homens. Ao ser identificado como agente de segurança, foi baleado no pé.
Para o Instituto Fogo Cruzado, o episódio retrata uma realidade em que ninguém está a salvo nas atividades mais simples do dia a dia. "O crescimento expressivo de pessoas baleadas durante assaltos evidencia como a violência armada está diretamente associada à rotina da população, especialmente em crimes que ocorrem em deslocamentos, no trabalho e em atividades rotineiras. Esses números mostram que o roubo deixou de ser apenas um crime patrimonial para se consolidar como um fator central de produção de violência armada. A média de uma vítima baleada a cada dois dias em assaltos é um dado preocupante e exige respostas urgentes do poder público, com políticas de prevenção, inteligência e proteção da população, sobretudo nas áreas que mais concentram esse tipo de crime", explica Terine Husek Coelho, gerente de pesquisa do Instituto Fogo Cruzado.