CedTEA 18+ já recebeu 78 adultos para avaliação de autismoDivulgação / Governo do RJ - Mauricio Bazilio
Instalado no Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro (CPRJ), o serviço atende pacientes de 18 a 65 anos que ainda não têm diagnóstico confirmado. A investigação ocorre ao longo de oito encontros com profissionais de diferentes áreas, incluindo assistência social, psiquiatria e neuropsicologia.
O acolhimento inicial busca compreender o histórico e o contexto de vida de cada pessoa. Na etapa neuropsicológica, são utilizados instrumentos padronizados para avaliar funções cognitivas e aspectos comportamentais, em conjunto com a história clínica e a análise médica.
Segundo a neuropsicóloga Stephanie Duarte, dificuldades de interação social estão entre as queixas mais comuns de quem procura o serviço na idade adulta.
Morador de Paraty, Diogo Aguilar, de 20 anos, foi um dos pacientes encaminhados para investigação. Ele conta que as dificuldades de comunicação e situações em que era mal interpretado motivaram a busca por respostas.
“Não conseguia me comunicar direito com as pessoas e isso começou a me incomodar. Na avaliação, esclareceram questões relacionadas à minha memória e situações em que fui mal interpretado. Consegui compreender um pouco mais sobre mim. Agora tenho respostas que sozinho não conseguiria ter. Acho que vai melhorar bastante a minha vida”, relatou.
A avaliação também pode apontar condições diferentes do transtorno do espectro autista. Foi o caso de Diego José Torres da Silva, de 18 anos, morador de Japeri, que recebeu o diagnóstico de deficiência intelectual após passar pela equipe multiprofissional.
“ A vida toda sofri bullying e não entendia por que isso acontecia comigo; não sabia a quem pedir ajuda. Ter o diagnóstico é positivo para que eu possa me tratar de forma correta”, contou o estudante.
O CedTEA 18+ é vinculado à Secretaria de Estado de Saúde e administrado pela Fundação Saúde. O serviço realiza exclusivamente avaliações diagnósticas, sem oferecer acompanhamento terapêutico continuado.
Quando o TEA é confirmado, o paciente recebe orientações sobre direitos, benefícios, atendimento prioritário e emissão da carteira de identificação. Concluída essa etapa, ele retorna ao município de origem para dar continuidade ao cuidado na rede de saúde local. Os encaminhamentos para a unidade são feitos pelos sistemas de regulação dos municípios.



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