UFF assina projeto de despoluição de Maricá

Saneamento em 141 cidades brasileiras também conta com a instituição

Por O Dia

Durante cinco anos desenvolvimento do plano de saneamento envolveu vários setores da sociedade. Acima, encontro no Maranhão
Durante cinco anos desenvolvimento do plano de saneamento envolveu vários setores da sociedade. Acima, encontro no Maranhão -

Visando garantir melhorias na infraestrutura do saneamento básico no Brasil, a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) celebraram dois termos de cooperação técnica para a elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB) em municípios com menos de 50 mil habitantes, nos estados do Maranhão e Espírito Santo. O resultado está prestes a sair do papel. Aproximadamente um milhão de capixabas e dois milhões de maranhenses serão beneficiados. Mesma realidade que promete, em outra abordagem, se concretizar em Maricá, onde será instalado um Centro de Pesquisas em Saneamento e Estudos Oceanográfico (AEQUOR), fruto de acordo selado em maio deste ano pela UFF e a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar).

Elo entre os dois projetos, o professor do Instituto de Geociências da UFF e um dos coordenadores da equipe técnica do projeto no Maranhão e Espírito Santo, Estefan Monteiro da Fonseca, ressalta que até o momento foram desenvolvidos 141 Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB) e de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos (PMGIRS). "O PMSB é um instrumento de planejamento e gestão desenvolvido em sete etapas, se comprometendo com a conservação dos recursos naturais, em especial da água e do solo", explica.

O Centro AEQUOR será munido de diversos laboratórios de alta qualidade tecnológica no desenvolvimento de técnicas de remediação de ambientes poluidos. Nele serão feitos estudos que contarão com o apoio de diversas entidades nacionais e internacionais. Já estão previstas as visitas de pesquisadores do Japão e Reino Unido. Para a despoluição da Lagoa de Maricá (LAGOAS VIVAS) será utilizada a técnica japonesa dos Microorganismos Efetivos. Nela, um grupo de 86 microorganismos são introduzidos na Lagoa e seus cinco córregos e os mesmos se encarregam da limpeza do lodo. A expectativa é que tenha fim o mau cheiro resultante do descarte de esgoto logo dois meses após a aplicação do Método. Esta técnica já é usada no Japão e outros países do mundo desde 1986. A técnica já é licenciada pela ANVISA e IBAMA. A UFF estabeleceu um termo de Cooperação com a Empresa Alevinus detentora da licença para o uso da técnica do Rio de Janeiro com o objetivo de importação de tecnologia e aperfeiçoamento da mesma.

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