Rodoviários e empresários fazem hoje audiência no MPT

Categoria reúne 18 mil trabalhadores em várias atividades

Por O Dia

Hoje, às 10h, audiência virtual define rumos do movimento
Hoje, às 10h, audiência virtual define rumos do movimento -

O impasse entre rodoviários e empresas de ônibus chegou ao Ministério Público do Trabalho (MPT), depois que o Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) encaminhou ao órgão, ontem, a rejeição da categoria à proposta de redução de 50% no salário e 57% na cesta básica dos profissionais. A audiência virtual mediada pelo MPT acontece hoje, às 10h.

Antes da pandemia, 18 mil trabalhadores - como dizem no sindicato, "do gerente ao servente" - atuavam em 3.500 ônibus transportando 36 milhões de passageiros/mês. Na próxima terça-feira, é a vez dos rodoviários da Região dos Lagos se reunirem para analisar a proposta patronal de corte de 50% nos salários. A medida atinge profissionais de Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Saquarema.  A negociação será com o Sindicato das Empresas de Transportes da Costa do Sol e Região Serrana.

Em oito dias de assembleia da categoria nas cidades do Leste Fluminense, 1.790 profissionais votaram contra a redução, 175 a favor e 10 se abstiveram. Se o impasse não for resolvido na reunião desta quinta-feira, uma greve de ônibus municipais e intermunicipais pode acontecer. Caso os rodoviários decidam pela paralisação, empresas com bases em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito e Tanguá, inclusive com linhas para a cidade do Rio, serão afetadas.

O desgaste entre as empresas e a categoria acontece devido à crise nos transportes, agravada pela pandemia de covid-19. Cerca de 2 mil trabalhadores foram demitidos na área de atuação do Sintronac. A categoria também não recebe desde 31 de julho o Auxílio Emergencial do Governo Federal, que representava 70% dos salários.

Além de não concordarem com a diminuição no salário e benefício, os rodoviários querem a manutenção do Acordo Coletivo, vigente até 1º de novembro, com salário, férias e 13º integrais, todos os benefícios e estabilidade de três meses no emprego. "Esperamos que os empresários voltem atrás em sua proposta, pois a categoria está determinada na manutenção do Acordo Coletivo vigente com todas as suas cláusulas", declarou o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.

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